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Update evidence of effectiveness on pain relieving of cupping therapy: a systematic review and Meta-analysis of randomized controlled trials

WANG et al. · Journal of Traditional Chinese Medicine · 2025

📊Meta-análise👥n=5.720 participantesEvidência de qualidade baixa
🎯

OBJETIVO

Avaliar a eficácia e segurança da ventosaterapia no alívio da dor aguda e crônica

👥

QUEM

Adultos com condições dolorosas variadas (dor lombar, herpes zoster, osteoartrite)

⏱️

DURAÇÃO

Tratamentos de 7-60 dias com seguimento variado

📍

PONTOS

Ventosas aplicadas conforme localização da dor e tipo de condição

🔬 Desenho do Estudo

5720participantes
randomização

Ventosaterapia sozinha

n=1430

diversos tipos de ventosas

Ventosas + outros tratamentos

n=2865

ventosas combinadas com acupuntura, medicamentos ou exercícios

Controles

n=1425

medicamentos, cuidados usuais ou lista de espera

⏱️ Duração: variou de 1 semana a 2 meses

📊 Resultados em Números

0,16 a 7,0 cm

Redução na escala visual analógica (EVA)

aumento de pelo menos 20%

Melhora na taxa de cura

0,11

Incidência de eventos adversos vs controle

4,78 pontos

Melhora na qualidade de vida (SF-36)

Destaques Percentuais

aumento de pelo menos 20%
Melhora na taxa de cura

📊 Comparação de Resultados

Escala Visual Analógica (0-10 cm)

Ventosas vs lista espera
1.75
Ventosas vs medicamentos
1.5
Ventosas + acupuntura vs acupuntura
1.8
💬 O que isso significa para você?

Esta grande revisão científica mostra que a ventosaterapia pode ser eficaz para reduzir diferentes tipos de dor, sendo mais segura que medicamentos. Embora a qualidade dos estudos seja baixa, os resultados sugerem benefícios reais no alívio da dor e melhora da qualidade de vida.

📝

Resumo do Artigo

Resumo narrativo em linguagem acessível

Esta revisão sistemática e meta-análise representa a mais abrangente avaliação da ventosaterapia para tratamento da dor já realizada. Os pesquisadores analisaram 72 estudos clínicos randomizados envolvendo 5.720 participantes, sendo uma atualização significativa de revisão anterior que incluía apenas 16 estudos. A pesquisa investigou a eficácia da ventosaterapia no tratamento de condições dolorosas agudas e crônicas, incluindo herpes zoster (20 estudos), dor lombar (14 estudos), dor cervical (9 estudos) e osteoartrite (9 estudos). A metodologia foi rigorosa, seguindo as diretrizes PRISMA e registrada no PROSPERO.

Os pesquisadores realizaram buscas em sete bases de dados, incluindo fontes chinesas e internacionais, cobrindo publicações de janeiro de 2014 a janeiro de 2023. Dois revisores independentes extraíram os dados e avaliaram o risco de viés usando a ferramenta Cochrane RoB 2.0. A análise estatística foi conduzida usando modelo de efeitos aleatórios, com meta-análises realizadas quando a heterogeneidade estatística era aceitável (I² ≤75%). Os resultados mostraram que a ventosaterapia, seja isolada ou combinada com outros tratamentos, demonstrou benefícios consistentes na redução da dor.

Na escala visual analógica, as reduções variaram de 0,16 a 7,0 cm, com diferenças clinicamente significativas. A taxa de cura aumentou em media 20% nos grupos tratados com ventosas. Particularmente notável foi a análise de subgrupos que mostrou maior eficácia da ventosaterapia para dor aguda comparada à dor crônica. A modalidade mais comumente utilizada foi a ventosa úmida (56,25% dos estudos), especialmente para herpes zoster.

O estudo encontrou evidências de baixa qualidade sugerindo que a ventosaterapia pode melhorar a qualidade de vida, medida pelo SF-36, com aumento de 4,78 pontos no componente físico. A qualidade do sono também mostrou melhoras significativas em dois estudos. Um achado importante foi relacionado à segurança: a incidência de eventos adversos foi significativamente menor nos grupos de ventosaterapia comparado aos controles (RR 0,11), com apenas casos isolados de tontura após ventosa úmida e danos cutâneos leves. A limitação principal foi que todos os 72 estudos foram classificados como tendo alto risco de viés, principalmente devido a problemas metodológicos como falta de cegamento adequado, randomização inadequadamente reportada e possível viés de publicação.

A maioria dos estudos (86%) foi conduzida na China e publicada em chinês, o que pode limitar a generalização dos resultados. Apesar das limitações metodológicas, esta revisão fornece evidências substanciais de que a ventosaterapia pode ser uma opção terapêutica valiosa para o manejo da dor. Os autores sugerem que diferentes protocolos de tratamento podem ser desenvolvidos para condições específicas, otimizando a seleção de pontos, tempo de retenção das ventosas e tipo de ventosa utilizada. Para pesquisas futuras, recomendam estudos com maior rigor metodológico, amostras adequadas, randomização apropriada e possível uso de controles sham para cegamento.

Pontos Fortes

  • 1Maior revisão sobre ventosaterapia para dor já realizada
  • 2Inclusão abrangente de literatura chinesa e internacional
  • 3Metodologia rigorosa seguindo diretrizes PRISMA
  • 4Análise de subgrupos detalhada por tipo de dor
  • 5Avaliação sistemática de segurança
⚠️

Limitações

  • 1Todos os estudos com alto risco de viés
  • 2Impossibilidade de cegamento adequado
  • 3Maioria dos estudos conduzidos na China
  • 4Alta heterogeneidade entre estudos
  • 5Evidência de viés de publicação

📅 Contexto Histórico

2014Primeira revisão sistemática sobre ventosaterapia para dor (16 estudos)
2018Crescimento das pesquisas em ventosaterapia na medicina integrativa
2021Registro do protocolo desta revisão no PROSPERO
2023Conclusão da busca e análise dos dados
2025Publicação da maior meta-análise sobre ventosaterapia para dor (72 estudos, 5.720 participantes)
Dr. Marcus Yu Bin Pai

Comentário do Especialista

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP 158074 · RQE 65523 / 65524 / 655241

Relevância Clínica

A ventosaterapia figura cada vez mais nas solicitações de pacientes com dor musculoesquelética crônica, e esta meta-análise com 5.720 participantes em 72 ensaios clínicos randomizados oferece a base quantitativa mais robusta disponível até o momento para orientar essa conversa clínica. As reduções na EVA variando de 0,16 a 7,0 cm, em condições como dor lombar, cervicalgia e osteoartrite, cobrem exatamente o espectro que vemos ambulatorialmente — pacientes que já esgotaram analgésicos de primeira linha ou que buscam reduzir carga medicamentosa. O perfil de segurança é particularmente relevante: incidência de eventos adversos significativamente menor que nos grupos controle, com eventos sérios raros e autolimitados. Isso posiciona a ventosaterapia como coadjuvante viável em programas multimodais de dor, especialmente em pacientes polimedicados, idosos com risco gastrointestinal aumentado ou aqueles com contraindicação a anti-inflamatórios não esteroidais.

Achados Notáveis

O achado que mais me chamou atenção foi a análise de subgrupos demonstrando maior eficácia da ventosaterapia para dor aguda em comparação à dor crônica — dado contracorrente à percepção clínica habitual de que técnicas não farmacológicas são reservadas para cronificação. A dominância da ventosa úmida (56,25% dos estudos), particularmente para herpes zoster, sugere que o mecanismo de ação pode envolver componentes além da descompressão tecidual, possivelmente modulação neuroinflamatória local relevante na fisiopatologia do vírus varicela-zóster. A melhora de 4,78 pontos no componente físico do SF-36 é clinicamente modesta, mas consistente com o que se observa em intervenções adjuvantes de reabilitação. A combinação ventosas mais outros tratamentos produzindo resultados superiores reforça o paradigma multimodal que já estruturamos nos serviços de dor.

Da Minha Experiência

Na minha prática em serviço de dor e reabilitação, costumo incorporar a ventosaterapia como componente de programas multimodais, raramente como monoterapia. Tenho observado que pacientes com dor miofascial lombar e cervical — especialmente aqueles com padrão de hipertonia regional e pontos-gatilho associados — respondem em três a cinco sessões, frequentemente combinando ventosas com agulhamento seco e exercício terapêutico supervisionado. Para manutenção, o padrão que vejo oscilar entre oito e doze sessões ao longo de dois a três meses é consistente com os protocolos reportados nesta revisão. Não indico ventosaterapia sobre pele comprometida, coagulopatias não controladas ou sobre articulações com processo inflamatório agudo ativo. O dado sobre herpes zoster é especialmente compatível com minha experiência: a ventosa úmida nessa população, quando aplicada precocemente, parece reduzir a duração da neuralgia pós-herpética — observação que faço há anos e que esta revisão agora quantifica com maior rigor.

Doutor em Ciências pela USP. Especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura.

Artigo Original Completo

Leia o Estudo Científico na Íntegra

Journal of Traditional Chinese Medicine · 2025

DOI: 10.19852/j.cnki.jtcm.2025.02.002

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Revisão Científica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523 · 65524 · 655241

Doutor em Ciências pela USP e Especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.

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Aviso Médico: Este conteúdo é exclusivamente educacional e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento profissional. Parte das informações pode ter o auxílio de Inteligência Artificial e está sujeita a imprecisões. Consulte sempre um médico.

Conteúdo revisado pela equipe médica do CEIMEC — Centro de Estudo Integrado de Medicina Chinesa, referência em Acupuntura Médica há mais de 30 anos.