O que e Gastrite Crônica?

Gastrite crônica e definida como inflamação crônica da mucosa gástrica documentada histologicamente — ou seja, confirmada por biopsia. E fundamental distinguir gastrite (diagnóstico histologico) de dispepsia (sintomas clínicos), pois muitos pacientes com gastrite são assintomaticos e muitos com sintomas dispepticos não têm gastrite.

A causa mais comum e a infecção pelo Helicobacter pylori, responsável por mais de 80% dos casos de gastrite crônica globalmente. Outras causas incluem gastrite autoimune, gastrite quimica (AINEs, bile) e formas mais raras como gastrite linfocitica e granulomatosa.

A importância da gastrite crônica reside principalmente no seu potencial de progressão para atrofia gástrica, metaplasia intestinal e, em uma minoria de casos, adenocarcinoma gástrico — a chamada cascata de Correa.

01

Diagnóstico Histologico

Gastrite e um diagnóstico que requer biopsia. A endoscopia pode sugerir, mas não confirma. Muitas gastrites são microscopicas — endoscopia normal não exclui.

02

H. pylori Predominante

A infecção por H. pylori e a causa de mais de 80% dos casos mundialmente. A erradicação e o tratamento principal e previne a progressão para atrofia e cancer.

03

Cascata de Correa

Gastrite crônica pode progredir: inflamação → atrofia → metaplasia intestinal → displasia → adenocarcinoma. A erradicação precoce do H. pylori interrompe essa cascata.

Fisiopatologia

Na gastrite por H. pylori, a bacteria coloniza a camada de muco gástrico e adere as células epiteliais, desencadeando uma resposta inflamatória crônica. O H. pylori produz urease (que neutraliza o ácido local), citotoxinas (CagA, VacA) e enzimas que lesam a mucosa, gerando infiltrado inflamatório de neutrofilos e linfócitos.

A gastrite autoimune e causada por anticorpos contra as células parietais e contra o fator intrinseco, resultando em destruição progressiva das glândulas oxinticas do corpo gástrico. Isso leva a acloridria (ausência de produção ácida), deficiência de fator intrinseco e anemia perniciosa por ma absorção de vitamina B12.

Tipos de gastrite crônica: gastrite por H. pylori (antral e pangastrite), gastrite autoimune (corpo), gastrite quimica, e cascata de Correa (inflamação → atrofia → metaplasia → displasia → carcinoma)
Tipos de gastrite crônica: gastrite por H. pylori (antral e pangastrite), gastrite autoimune (corpo), gastrite quimica, e cascata de Correa (inflamação → atrofia → metaplasia → displasia → carcinoma)
Tipos de gastrite crônica: gastrite por H. pylori (antral e pangastrite), gastrite autoimune (corpo), gastrite quimica, e cascata de Correa (inflamação → atrofia → metaplasia → displasia → carcinoma)

TIPOS DE GASTRITE CRÔNICA

CARACTERÍSTICAGASTRITE POR H. PYLORIGASTRITE AUTOIMUNEGASTRITE QUIMICA
CausaInfecção bacterianaAutoanticorpos anti-células parietaisAINEs, bile, alcool
LocalizaçãoAntro → pangastriteCorpo e fundoAntro (reativa)
Risco de cancerAumentado (6-8x)Aumentado (3-5x)Mínimo
Deficiência de B12RaraFrequente (anemia perniciosa)Ausente
Tratamento principalErradicação do H. pyloriReposição de B12, vigilânciaRetirada do agente agressor

Sintomas

A maioria dos pacientes com gastrite crônica e assintomática. Quando presentes, os sintomas são inespecificos e sobrepoem-se aos da dispepsia funcional. A correlação entre gravidade histologica e sintomas clínicos e fraca.

Critérios clínicos
06 itens

Sintomas Possíveis da Gastrite Crônica

  1. 01

    Dor ou queimação epigastrica

    Desconforto na região do estômago, geralmente leve a moderado. Pode piorar com o estômago vazio ou após refeições.

  2. 02

    Plenitude pós-prandial

    Sensação de estômago cheio após refeições normais, semelhante a dispepsia funcional.

  3. 03

    Nausea

    Nausea leve e intermitente, geralmente sem vomitos significativos.

  4. 04

    Anemia

    Na gastrite autoimune: anemia megaloblastica por deficiência de B12. Na gastrite erosiva: anemia ferropriva por perda crônica.

  5. 05

    Manifestações neurológicas

    Na gastrite autoimune avancada: parestesias, ataxia e demência por deficiência de B12 (degeneração combinada subaguda).

  6. 06

    Assintomatico

    A maioria dos portadores de gastrite crônica não apresenta sintomas. O diagnóstico e frequentemente incidental em endoscopia por outros motivos.

Diagnóstico

O diagnóstico definitivo requer endoscopia com biopsias segundo o protocolo de Sydney atualizado — biopsias de antro (2), corpo (2) e incisura angular (1). Isso permite classificar o tipo, intensidade e extensão da inflamação, além de identificar atrofia, metaplasia e H. pylori.

Para o diagnóstico de infecção por H. pylori isoladamente, testes não invasivos como o teste respiratório da ureia e o antigeno fecal são alternativas validadas. A sorologia anti-H. pylori não diferência infecção ativa de pregressa.

🏥Investigação da Gastrite Crônica

  • 1.Endoscopia digestiva alta com biopsias protocolares (Sydney atualizado)
  • 2.Pesquisa de H. pylori: histologia, teste da urease rápida, teste respiratório ou antigeno fecal
  • 3.Hemograma completo (anemia megoblastica ou ferropriva)
  • 4.Dosagem de vitamina B12 e ácido fólico (gastrite autoimune)
  • 5.Anticorpos anti-células parietais e anti-fator intrinseco (gastrite autoimune)
  • 6.Gastrina serica (elevada na atrofia de corpo — hipergastrinemia reacional)
50%
DA POPULAÇÃO MUNDIAL ESTÁ INFECTADA POR H. PYLORI
80%
DAS GASTRITES CRÔNICAS SÃO CAUSADAS POR H. PYLORI
1-3%
DOS INFECTADOS POR H. PYLORI DESENVOLVERAO CANCER GÁSTRICO
90%
DE SUCESSO NA ERRADICAÇÃO COM ESQUEMA TRIPLO ADEQUADO

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Diagnóstico Diferencial

Úlcera Péptica

  • Dor epigástrica mais localizada e intensa
  • Padrão alimentar diferente (úlcera duodenal: piora em jejum)

Testes Diagnósticos

  • Endoscopia com biópsia
  • Teste H. pylori

Câncer Gástrico

  • Gastrite persistente após tratamento
  • Perda de peso
  • Anemia
Sinais de Alerta
  • Persistência > 8 semanas = endoscopia

Testes Diagnósticos

  • Endoscopia com biópsia
  • Pirose predominante
  • Regurgitação
  • Melhora ao sentar

Testes Diagnósticos

  • Endoscopia
  • pHmetria

Doença Celíaca

  • Dor + diarreia + malabsorção
  • Anti-tTG IgA positivo

Testes Diagnósticos

  • Sorologia celíaca
  • Biópsia duodenal

Gastrite Autoimune

  • Anticorpos anti-célula parietal
  • Anemia perniciosa
  • Deficiência de B12

Testes Diagnósticos

  • Anti-CPA
  • Vitamina B12

Úlcera Péptica e Câncer Gástrico: Condições Graves que Exigem Endoscopia

A úlcera péptica e a gastrite crônica compartilham dor epigástrica pós-prandial, mas a úlcera tende a ser mais localizada e intensa, com padrão horário característico — a úlcera duodenal piora em jejum (melhora com alimentos) e a úlcera gástrica piora com a alimentação. A endoscopia digestiva alta é o único exame que diferência definitivamente gastrite de úlcera, e permite biópsia para pesquisa de H. pylori e exclusão de malignidade nas úlceras gástricas.

O câncer gástrico pode ser a causa subjacente de uma "gastrite refratária". Gastrite que persiste ou piora após tratamento adequado, especialmente associada a perda de peso, anemia, saciedade precoce ou disfagia, deve levar à endoscopia urgente com biópsias múltiplas. O Japão e a Coreia do Sul, com alta prevalência de câncer gástrico, realizam rastreamento endoscópico populacional — no Brasil, a endoscopia é indicada na presença de sinais de alarme ou sintomas persistentes após os 45 anos.

Gastrite Autoimune: A Causa Rara que Causa Anemia Grave

A gastrite autoimune é causada por autoanticorpos contra as células parietais gástricas e o fator intrínseco, levando à destruição progressiva da mucosa fúndica, acloridria e deficiência de vitamina B12 (pelo comprometimento da absorção dependente do fator intrínseco). A anemia perniciosa — anemia macrocítica grave — é a complicação mais séria. Manifestações neurológicas por deficiência de B12 (degeneração combinada subaguda da medula) podem preceder a anemia.

A pesquisa de anticorpos anti-célula parietal e anti-fator intrínseco, combinada com dosagem de vitamina B12, gastrina sérica (tipicamente elevada na gastrite autoimune por acloridria) e cromogranina A orientam o diagnóstico. A gastrite autoimune aumenta o risco de câncer gástrico tipo intestinal e de tumores neuroendócrinos gástricos — requerendo vigilância endoscópica periódica. O tratamento é reposição parenteral de B12.

DRGE e Doença Celíaca: Sobreposição Diagnóstica Frequente

A DRGE frequentemente coexiste com a gastrite crônica — a inflamação gástrica pode comprometer o tônus do esfíncter esofágico inferior e o esvaziamento gástrico, favorecendo o refluxo. A distinção é feita pelos sintomas predominantes: pirose retroesternal e regurgitação sugerem DRGE; dor epigástrica difusa e empachamento sugerem gastrite. A endoscopia e a pHmetria esofagiana permitem avaliar as duas condições simultaneamente.

A doença celíaca pode produzir gastrite linfocítica, além de seus sintomas intestinais clássicos. Em pacientes com gastrite refratária ao tratamento, especialmente com diarreia, anemia ferropriva ou baixa estatura, a pesquisa de anticorpos anti-tTG IgA é recomendada. A biópsia duodenal durante a endoscopia alta permite confirmar a atrofia vilositária celíaca enquanto o estômago é avaliado. O diagnóstico de celíaca modifica completamente o tratamento.

Tratamento

O tratamento da gastrite crônica depende da causa. Na gastrite por H. pylori, o tratamento e a erradicação da bacteria com terapia tripla (IBP + claritromicina + amoxicilina) ou terapia quadrupla (IBP + bismuto + metronidazol + tetraciclina) por 14 dias.

Na gastrite autoimune, não há tratamento curativo. O manejo inclui reposição de vitamina B12 (parenteral na anemia perniciosa), reposição de ferro se necessário, e vigilância endoscopica para detecção precoce de displasia ou tumores carcinoides.

Na gastrite quimica, a retirada ou substituição do agente agressor (AINEs) e o passo fundamental. IBPs podem ser usados como proteção gástrica quando o uso de AINEs não pode ser interrompido.

Erradicação de H. pylori

Terapia tripla (IBP + claritromicina + amoxicilina) por 14 dias. Confirmar erradicação com teste respiratório ou antigeno fecal 4 semanas após o termino.

Manejo da Gastrite Autoimune

Reposição de vitamina B12 intramuscular mensal, monitoramento de hemograma e endoscopia de vigilância a cada 3 anos para rastreio de displasia.

Gastrite Quimica

Suspensao ou substituição de AINEs, IBP como protetor gástrico quando AINEs são indispensaveis, e tratamento do refluxo biliar se presente.

Vigilância Endoscopica

Pacientes com atrofia extensa ou metaplasia intestinal: endoscopia com biopsias a cada 3 anos. Displasia de baixo grau: a cada 12 meses. Displasia de alto grau: ressecção endoscopica.

Acupuntura como Tratamento

A acupuntura pode ser utilizada como terapia complementar na gastrite crônica, especialmente para o alívio de sintomas dispepticos associados. Os mecanismos propostos — ainda sob investigação — incluem possível modulação da secreção ácida gástrica, da inflamação da mucosa, da motilidade gástrica e da hipersensibilidade visceral.

Estudos experimentais em modelos animais sugerem que a acupuntura pode reduzir a inflamação da mucosa gástrica e promover a reparação tecidual, possivelmente através da regulação de citocinas inflamatorias e fatores de crescimento. Em humanos, a acupuntura como adjuvante a farmacoterapia mostrou melhora dos sintomas dispepticos.

E importante enfatizar que a acupuntura não substitui a erradicação do H. pylori nem o tratamento específico da causa subjacente. Seu papel e complementar, auxiliando no controle dos sintomas e na qualidade de vida.

Prognóstico

O prognóstico depende do tipo e da extensão da gastrite. Após erradicação bem-sucedida do H. pylori, a inflamação regride e o risco de cancer gástrico diminui significativamente, especialmente se o tratamento for realizado antes do desenvolvimento de atrofia e metaplasia.

Pacientes com atrofia extensa e metaplasia intestinal têm risco aumentado de adenocarcinoma gástrico (incidência de 0,5-1% em 5 anos) e requerem vigilância endoscopica. Pacientes com gastrite autoimune têm risco adicional de tumores carcinoides do corpo gástrico.

A gastrite quimica por AINEs têm excelente prognóstico após retirada do agente agressor. A mucosa gástrica têm grande capacidade de regeneração, e a cicatrização ocorre em poucas semanas após a suspensao dos anti-inflamatorios.

Mitos e Fatos

Mito vs. Fato

MITO

Gastrite e diagnosticada quando o paciente sente dor no estômago

FATO

Gastrite e um diagnóstico histologico — requer biopsia. Dor epigastrica sem biopsia e corretamente chamada de dispepsia. Muitas "gastrites" tratadas na prática são, na verdade, dispepsia funcional.

MITO

Comida apimentada causa gastrite

FATO

Não há evidência de que alimentos condimentados causem gastrite. A principal causa e o H. pylori, seguida por AINEs e causas autoimunes. Alimentos podem desencadear sintomas, mas não causam inflamação crônica.

MITO

Gastrite nervosa existe

FATO

"Gastrite nervosa" não e um diagnóstico médico reconhecido. Pacientes com sintomas dispepticos relacionados ao estresse provavelmente têm dispepsia funcional — um disturbio da interação intestino-cerebro, não inflamação gástrica.

MITO

Toda pessoa com H. pylori precisa tratar

FATO

As diretrizes recomendam erradicação em pacientes com úlcera, linfoma MALT, gastrite atrofica, após ressecção de cancer gástrico precoce, e em familiares de primeiro grau de pacientes com cancer gástrico. A indicação e discutida em pacientes assintomaticos sem esses fatores.

MITO

Tomar omeprazol diariamente trata a gastrite

FATO

IBPs reduzem a acidez, mas não tratam a causa. Na gastrite por H. pylori, a erradicação bacteriana e o tratamento. Na gastrite autoimune, não há tratamento curativo. IBP sem tratar a causa apenas mascara os sintomas.

Quando Procurar Ajuda

Sintomas dispepticos ocasionais são comuns e geralmente não requerem investigação. Porem, certas situações exigem avaliação médica para exclusão de complicações.

PERGUNTAS FREQUENTES · 10

Perguntas Frequentes sobre Gastrite Crônica

Gastrite crônica é uma inflamação persistente da mucosa gástrica, confirmada por biópsia endoscópica, que evolui por meses a anos. Difere da gastrite aguda — inflamação transitória geralmente por AINEs, álcool ou infecções — pela duração e pelo potencial de causar atrofia gástrica e metaplasia intestinal ao longo do tempo. A causa mais comum de gastrite crônica no mundo é a infecção por Helicobacter pylori, presente em 60-70% dos casos.

Não. A maioria das pessoas infectadas pelo H. pylori (cerca de 70-80%) nunca desenvolve sintomas — a bactéria coexiste com o hospedeiro por décadas sem causar problemas clinicamente significativos. Os 20-30% que desenvolvem complicações evoluem para úlcera péptica (10-15%), câncer gástrico (1-3%) ou linfoma MALT (muito raro). A infecção assintomática deve ser tratada quando identificada, pois a erradicação reduz o risco de úlcera e câncer gástrico.

Existem métodos invasivos e não invasivos. Não invasivos: teste respiratório com ureia marcada (padrão-ouro não invasivo), antígeno fecal do H. pylori e sorologia (IgG — menos específica, não diferência infecção ativa de passada). Invasivos (por endoscopia): biópsia para teste de urease rápido (CLO test), histologia e cultura. O médico escolhe o método conforme a indicação de endoscopia: sem indicação de endoscopia, o teste respiratório ou antígeno fecal são preferidos.

O esquema mais utilizado é a terapia tripla por 14 dias: IBP (omeprazol 20-40 mg 2x/dia) + claritromicina 500 mg 2x/dia + amoxicilina 1g 2x/dia. Em regiões com alta resistência à claritromicina (>15%), a terapia quadrupla com bismuto é preferida: IBP + bismuto + metronidazol + tetraciclina. A confirmação da erradicação com teste respiratório deve ser realizada 4-6 semanas após o término do tratamento, pelo menos 2 semanas após suspender o IBP.

Sim, mas o risco depende do tipo e extensão da gastrite. A sequência de Correa descreve a progressão: gastrite crônica → atrofia gástrica → metaplasia intestinal → displasia → adenocarcinoma. O risco é maior na gastrite atrófica extensa (multifocal) e na gastrite autoimune. A infecção por H. pylori é um fator de risco classe I para câncer gástrico (IARC). Pacientes com atrofia ou metaplasia intestinal extensa necessitam de vigilância endoscópica periódica, definida pelo médico gastroenterologista.

Metaplasia intestinal é a substituição do epitélio gástrico por epitélio de tipo intestinal — uma resposta adaptativa ao dano crônico pela infecção por H. pylori ou pelo refluxo biliar. É considerada lesão pré-neoplásica e aumenta o risco de adenocarcinoma gástrico, especialmente quando extensa e de tipo incompleto. A vigilância endoscópica (biópsias de mapa gástrico com classificação OLGA/OLGIM) permite estratificar o risco e planejar o intervalo de reendoscopia.

O estresse psicológico crônico pode agravar sintomas dispépticos e alterar a motilidade gástrica e a produção de ácido, mas não é causa direta de gastrite crônica (que requer inflamação histológica). A "gastrite nervosa" popular não corresponde a uma entidade histológica definida — frequentemente esses pacientes têm dispepsia funcional ou hipersensibilidade visceral gástrica. O estresse agudo grave (cirurgia, queimados, UTI) pode causar úlceras de estresse — uma condição distinta da gastrite crônica.

Há estudos clínicos — majoritariamente da literatura chinesa, com qualidade metodológica variável — que sugerem melhora de dor epigástrica, empachamento, náuseas e qualidade de vida em pacientes com gastrite crônica e dispepsia funcional. Os mecanismos propostos, ainda sob investigação, incluem modulação da motilidade gástrica, da hipersensibilidade visceral e da secreção ácida via sistema nervoso autônomo. A acupuntura é usada como tratamento complementar — não substitui a erradicação do H. pylori quando indicada. O tratamento é conduzido por médico acupunturista.

Alimentos que frequentemente agravam os sintomas: bebidas alcoólicas (irritam diretamente a mucosa), caféína em excesso, alimentos picantes, alimentos muito ácidos (cítricos em excesso), frituras e alimentos gordurosos. AINEs (ibuprofeno, diclofenaco, aspirina) são causas diretas de gastrite química e devem ser evitados ou usados com proteção gástrica (IBP). Não há uma dieta universal — o diário alimentar para identificar gatilhos individuais é mais eficaz que restrições genéricas.

Consulte um médico urgentemente se houver: vômito com sangue (hematêmese) ou material escuro em "borra de café"; fezes enegrecidas e com odor fétido (melena — sangramento digestivo alto); tontura intensa com palidez súbita (sangramento); dor epigástrica muito intensa que não melhora; ou perda de peso rápida com piora progressiva dos sintomas. Mesmo sem urgência, sintomas persistentes por mais de 4-8 semanas, anemia sem causa identificada ou sintomas novos após os 45 anos justificam endoscopia para investigação adequada.