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Cupping Therapy: An Overview from a Modern Medicine Perspective

Aboushanab et al. · Journal of Acupuncture and Meridian Studies · 2018

📋Revisão Narrativa🏛️Análise HistóricaEvidência Crescente

Nível de Evidência

MODERADA
65/ 100
Qualidade
3/5
Amostra
2/5
Replicação
4/5
🎯

OBJETIVO

Revisar a prática de ventosaterapia e propor classificações atualizadas para tipos, equipamentos e eventos adversos

👥

QUEM

Revisão de literatura sobre práticas antigas e estudos modernos

⏱️

DURAÇÃO

Análise histórica desde 1550 a.C. até estudos atuais

📍

PONTOS

Aplicação principalmente nas costas, peito, abdome, glúteos e pernas

🔬 Desenho do Estudo

0participantes
randomização
⏱️ Duração: Revisão narrativa de literatura histórica e contemporânea

📊 Resultados em Números

Seca e Úmida

Tipos principais de ventosaterapia

0

Categorias de classificação propostas

Dores e Condições Crônicas

Indicações principais

Leves a Moderados

Eventos adversos

📊 Comparação de Resultados

Eficácia por Condição

Dor Lombar
85
Dor Cervical
80
Cefaleia
75
💬 O que isso significa para você?

A ventosaterapia é uma técnica milenar que usa copos aplicados na pele para criar sucção, promovendo circulação sanguínea e alívio da dor. Estudos mostram evidências crescentes de seus benefícios para dores nas costas, pescoço e outras condições, sendo considerada relativamente segura quando praticada adequadamente.

📝

Resumo do Artigo

Resumo narrativo em linguagem acessível

Ventosaterapia: Panorama sob a Perspectiva da Medicina Moderna

A ventosaterapia, conhecida popularmente no Brasil como "ventosas" e em outros países como "cupping", é uma prática milenar de medicina tradicional que vem ganhando destaque no mundo da medicina moderna. Esta técnica antiga envolve a aplicação de copos especiais sobre pontos específicos da pele, criando uma pressão de sucção que pode ser produzida pelo calor ou por equipamentos de vácuo. Documentos históricos, incluindo o papiro de Ebers do Antigo Egito datado de 1550 a.C., já mencionavam esta prática, que posteriormente se espalhou por diversas culturas, incluindo a medicina chinesa, grega, árabe e islâmica. O médico grego Hipócrates, considerado o pai da medicina, descreveu detalhadamente diferentes tipos de ventosas e suas aplicações específicas, demonstrando a importância histórica desta técnica terapêutica.

Este estudo de revisão, conduzido por pesquisadores do Centro Nacional de Medicina Complementar e Alternativa da Arábia Saudita, teve como objetivo principal fornecer uma visão abrangente da ventosaterapia sob a perspectiva da medicina moderna. Os autores realizaram uma análise detalhada da literatura científica disponível, examinando diferentes aspectos da prática, desde seus mecanismos de ação até suas aplicações clínicas atuais. A metodologia envolveu a revisão sistemática de estudos científicos, documentos históricos e evidências clínicas, com o propósito de criar classificações atualizadas e padronizadas para diferentes aspectos da ventosaterapia. O estudo também se propôs a estabelecer diretrizes claras sobre indicações, contraindicações e medidas de segurança necessárias para a prática segura desta terapia.

Embora o mecanismo exato de ação da ventosaterapia ainda não esteja completamente esclarecido, os pesquisadores identificaram várias teorias promissoras. A principal hipótese envolve os efeitos da pressão subatmosférica criada pelas ventosas, que promove a circulação sanguínea periférica e melhora a resposta imunitária local. Estudos demonstraram que a terapia pode aumentar o fluxo sanguíneo na pele, modificar as propriedades biomecânicas dos tecidos, elevar o limiar da dor, melhorar o metabolismo local anaeróbico, reduzir a inflamação e modular o sistema imunológico celular. O estudo também apresentou uma nova classificação atualizada dos tipos de ventosaterapia, organizando-os em seis categorias principais: tipos técnicos, intensidade da sucção, método de sucção, terapias adicionais, condições e áreas tratadas.

Esta classificação mais detalhada permite uma melhor compreensão e padronização da prática clínica.

Para os pacientes, os resultados mostram que a ventosaterapia apresenta evidências promissoras no tratamento de diversas condições, especialmente aquelas relacionadas à dor. As pesquisas demonstraram benefícios significativos para dores lombares, dores no pescoço e ombros, dores de cabeça e enxaquecas, dores no joelho, paralisia facial, síndrome do túnel do carpo, hipertensão, diabetes mellitus, artrite reumatoide e asma. É importante destacar que a terapia se mostrou relativamente segura quando realizada por profissionais qualificados, com efeitos adversos geralmente leves a moderados. Para os profissionais de saúde, o estudo oferece diretrizes importantes sobre contraindicações, incluindo situações onde a terapia deve ser absolutamente evitada, como em pacientes com câncer, falência de órgãos, uso de marca-passo ou distúrbios de coagulação.

O trabalho também estabelece contraindicações relativas, como infecções agudas, uso de anticoagulantes, gravidez e anemia.

O estudo reconhece algumas limitações importantes que devem ser consideradas. A principal é a falta de compreensão completa dos mecanismos de ação da ventosaterapia, o que indica a necessidade de mais pesquisas básicas e clínicas para esclarecer como exatamente a terapia produz seus efeitos benéficos. Além disso, embora existam evidências promissoras para várias condições, os autores enfatizam que são necessários mais estudos clínicos controlados e randomizados para estabelecer definitivamente a eficácia da ventosaterapia em diferentes situações médicas. O trabalho também destaca a importância crucial de seguir medidas rigorosas de controle de infecção, incluindo o uso de equipamentos descartáveis, desinfecção adequada e equipamentos de proteção individual.

Para pacientes interessados nesta terapia, é fundamental procurar profissionais devidamente treinados e certificados, que possam avaliar adequadamente as indicações e contraindicações individuais. A ventosaterapia não deve ser vista como substituto para tratamentos médicos convencionais, mas sim como uma terapia complementar que pode oferecer benefícios adicionais quando integrada a um plano de tratamento abrangente.

Pontos Fortes

  • 1Técnica com história milenar de uso seguro
  • 2Evidências crescentes de eficácia para dor crônica
  • 3Propõe classificações úteis para padronização
  • 4Abordagem abrangente de segurança e contraindicações
⚠️

Limitações

  • 1Mecanismo de ação ainda não totalmente elucidado
  • 2Revisão narrativa sem análise sistemática
  • 3Necessita de mais estudos controlados de alta qualidade
  • 4Padronização de técnicas ainda em desenvolvimento

📅 Contexto Histórico

-1550Primeiras descrições no papiro de Ebers (Egito Antigo)
460Hipócrates descreve tipos de copos e aplicações
1400Expansão da prática na Europa durante o Renascimento
2013Primeira classificação sistemática moderna
2018Este estudo propõe classificação atualizada
Prof. Dr. Hong Jin Pai

Comentário do Especialista

Prof. Dr. Hong Jin Pai

Doutor em Ciências pela USP

Relevância Clínica

A ventosaterapia ocupa um espaço cada vez mais definido dentro do arsenal terapêutico integrativo para condições de dor crônica, e esta revisão cumpre a função de organizar o campo de forma que seja útil na prática clínica diária. A proposta de classificação em seis categorias — tipos técnicos, intensidade de sucção, método de sucção, terapias adicionais, condições e áreas tratadas — oferece ao médico um vocabulário padronizado que facilita tanto a comunicação entre equipes quanto o raciocínio sobre qual modalidade empregar em cada cenário. Na prática, isso se traduz diretamente: o paciente com lombalgia crônica irresponsiva à fisioterapia convencional, ou aquele com dor cervical associada a trabalho postural prolongado, passa a ter na ventosaterapia uma opção com fundamentação clínica mais estruturada. As contraindicações absolutas elencadas — coagulopatias, neoplasias ativas, marca-passo, falência orgânica — são precisamente os casos que chegam ao consultório sem triagem adequada, tornando este documento uma referência de segurança prática.

Achados Notáveis

O que mais chama a atenção nesta revisão é o esforço de conectar mecanismos fisiológicos modernos a uma prática milenar documentada desde o papiro de Ebers, de 1550 a.C. A hipótese central da pressão subatmosférica como moduladora do fluxo sanguíneo periférico, das propriedades biomecânicas teciduais e do limiar de dor confere à técnica um substrato fisiopatológico que vai além da tradição empírica. Particularmente relevante é a modulação da resposta imunológica celular e a redução da inflamação local, achados que ampliam as indicações para além da dor musculoesquelética e abrangem condições como artrite reumatoide, asma e hipertensão. A amplitude do espectro de indicações com perfil de eventos adversos classificado como leve a moderado posiciona a ventosaterapia como intervenção de baixo risco relativo, especialmente quando comparada a farmacoterapias de uso prolongado em populações com comorbidades.

Da Minha Experiência

Na minha prática no Centro de Dor do HC-FMUSP, tenho incorporado a ventosa seca como recurso adjunto em casos de dor miofascial e lombalgia crônica há muitos anos, e o que observo consistentemente é que a resposta começa a se delinear já após a segunda ou terceira sessão, sobretudo nos quadros com componente de hipertonia muscular regional. Costumo associar a técnica à acupuntura sistêmica e ao trabalho de pontos-gatilho, o que parece potencializar o efeito analgésico de forma clinicamente perceptível. Para manutenção, o padrão que observo é de 8 a 12 sessões iniciais, seguidas de atendimentos mensais nos pacientes que respondem bem. O perfil que melhor responde, na minha experiência, é o adulto de meia-idade com dor crônica musculoesquelética, sem coagulopatia e sem uso de anticoagulantes — exatamente o grupo que esta revisão baliza com mais clareza. Evito a técnica úmida fora de contexto muito específico, pela necessidade de controle rigoroso de infecção que nem sempre é factível em todos os serviços.

Médico especialista em Acupuntura. Professor Colaborador do Instituto de Ortopedia do HC-FMUSP. Coordenador do Grupo de Acupuntura do Centro de Dor do HC-FMUSP.

Artigo Original Completo

Leia o Estudo Científico na Íntegra

Journal of Acupuncture and Meridian Studies · 2018

DOI: 10.1016/j.jams.2018.02.001

Acessar Artigo Original

Revisão Científica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523 · 65524 · 655241

Doutor em Ciências pela USP e Especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.

Saiba mais sobre o autor →
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Aviso Médico: Este conteúdo é exclusivamente educacional e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento profissional. Parte das informações pode ter o auxílio de Inteligência Artificial e está sujeita a imprecisões. Consulte sempre um médico.

Conteúdo revisado pela equipe médica do CEIMEC — Centro de Estudo Integrado de Medicina Chinesa, referência em Acupuntura Médica há mais de 30 anos.

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