O que e Osteoartrite de Quadril?

Osteoartrite (OA) de quadril, também denominada coxartrose, e a degeneração progressiva da articulação coxofemoral — a articulação entre a cabeça do fêmur e o acetabulo da pelve. E a segunda localização mais comum de OA, atras apenas do joelho.

A articulação do quadril e uma das maiores e mais estaveis do corpo, do tipo esferoide (bola e soquete). Ela suporta cargas de até 5-8 vezes o peso corporal durante atividades como corrida e pulo. Essa demanda mecânica elevada contribui para o desenvolvimento da OA ao longo do tempo.

Diferente do joelho, onde a OA e frequentemente primária (sem causa identificavel), a OA de quadril têm um componente secundário importante: condições como impacto femoroacetabular, displasia acetabular e necrose avascular podem preceder e acelerar o desenvolvimento da artrose.

01

Articulação de Alta Demanda

O quadril suporta cargas de 5-8 vezes o peso corporal durante atividades vigorosas, exigindo integridade cartilaginea.

02

Impacto na Mobilidade

A perda de rotação interna e o primeiro sinal de OA de quadril. Limitações progressivas afetam marcha e atividades diarias.

03

Causas Secundarias Frequentes

Impacto femoroacetabular, displasia e necrose avascular são causas comuns, especialmente em pacientes mais jovens.

Epidemiologia

A prevalência da OA de quadril aumenta com a idade, afetando cerca de 10% da população acima de 60 anos. E ligeiramente mais comum em homens até os 50 anos (devido a causas secundarias como impacto femoroacetabular) e mais comum em mulheres após essa idade.

10%
DOS MAIORES DE 60 ANOS SÃO AFETADOS
2a
ARTICULAÇÃO MAIS ACOMETIDA POR OA
>1 milhao
ARTROPLASTIAS DE QUADRIL/ANO NO MUNDO
25 anos
DURABILIDADE MÉDIA DE UMA PROTESE

Fatores de risco incluem idade, obesidade, historia familiar, atividades ocupacionais com carga pesada, malformações anatomicas (displasia, impacto femoroacetabular), lesões previas e doença de Legg-Calve-Perthes na infância. A genética contribui com até 60% da susceptibilidade para OA de quadril.

Fisiopatologia

A articulação coxofemoral e revestida por cartilagem hialina espessa (2-4 mm) e possui um labrum acetabular — um anel fibrocartilagineo que aprofunda o acetabulo e aumenta a estabilidade. A cartilagem do quadril e nutrida pelo líquido sinovial, já que não possui suprimento sanguíneo proprio.

Anatomia da articulação coxofemoral: cabeça do fêmur, acetabulo, labrum, cápsula articular e musculatura periarticular. Progressão da osteoartrite.
Anatomia da articulação coxofemoral: cabeça do fêmur, acetabulo, labrum, cápsula articular e musculatura periarticular. Progressão da osteoartrite.
Anatomia da articulação coxofemoral: cabeça do fêmur, acetabulo, labrum, cápsula articular e musculatura periarticular. Progressão da osteoartrite.

Mecanismos de Degradação

Na OA primária, a degeneração cartilaginea segue o mesmo padrão descrito no joelho: desequilíbrio entre anabolismo e catabolismo da matriz, com ação de metaloproteases e citocinas pro-inflamatorias. A região superolateral da cabeça femoral e a mais frequentemente afetada, por ser a área de maior concentração de carga.

O impacto femoroacetabular (IFA) e uma causa secundária cada vez mais reconhecida. No tipo CAM, uma proeminência óssea na juncao cabeça-colo do fêmur causa abrasao da cartilagem acetabular durante a flexão. No tipo PINCER, a cobertura acetabular excessiva comprime o labrum e a cartilagem periférica.

A displasia acetabular, com cobertura insuficiente da cabeça femoral, concentra a carga em uma área menor, acelerando a degeneração cartilaginea. E uma causa importante de OA precoce em mulheres jovens.

Sintomas

O sintoma principal da OA de quadril e a dor, tipicamente localizada na região inguinal (virilha). Muitos pacientes confundem dor no quadril com dor na região lateral do trocanter ou na nadegas, que frequentemente têm outras causas.

Critérios clínicos
08 itens

Sintomas da Osteoartrite de Quadril

  1. 01

    Dor na virilha (inguinal)

    A localização mais típica da dor de origem articular do quadril. Pode irradiar para a face anterior da coxa.

  2. 02

    Dor ao iniciar a marcha

    Dor nos primeiros passos após levantar-se, que melhora com a continuação da caminhada ("dor de partida").

  3. 03

    Limitação da rotação interna

    Primeiro movimento a ser perdido na OA de quadril. Dificuldade para cruzar as pernas ou calcar meias.

  4. 04

    Claudicação (mancar)

    Alteração da marcha com inclinação do tronco para o lado afetado (marcha de Trendelenburg).

  5. 05

    Dor ao subir escadas ou levantar de cadeira

    Atividades que exigem flexão do quadril sob carga provocam dor significativa.

  6. 06

    Rigidez matinal breve

    Rigidez ao acordar que dura menos de 30 minutos, melhorando com movimentação.

  7. 07

    Dor referida no joelho

    Até 20% dos pacientes com OA de quadril apresentam dor referida no joelho, podendo levar a diagnóstico incorreto.

  8. 08

    Encurtamento do membro

    Em fases avancadas, a perda de cartilagem e colapso da cabeça femoral podem causar discrepância de membros.

Diagnóstico

O diagnóstico da OA de quadril baseia-se na combinação de sintomas típicos, exame físico com limitação de movimento (especialmente rotação interna) e confirmação radiografica. A ressonância magnética pode ser útil em fases iniciais quando a radiografia e normal.

🏥Criterios do ACR para OA de Quadril

Fonte: American College of Rheumatology

Criterios Clínico-Radiograficos
Dor no quadril + pelo menos 2 dos 3 criterios restantes
  • 1.Dor no quadril na maioria dos dias do último mes
  • 2.Osteofitos femorais ou acetabulares na radiografia
  • 3.VHS (velocidade de hemossedimentação) menor que 20 mm/h
  • 4.Estreitamento do espaço articular na radiografia
Diagnóstico Diferencial
  • 1.Bursite trocanterica (dor lateral, não inguinal)
  • 2.Lesão labral isolada (dor com estalido)
  • 3.Necrose avascular (dor aguda, RM necessária)
  • 4.Fratura por estresse (corredores, osteoporose)
  • 5.Dor referida da coluna lombar (radiculopatia L2-L3)
  • 6.Artrite inflamatória (rigidez > 60 min)

EXAMES DE IMAGEM NA OA DE QUADRIL

EXAMEINDICAÇÃOACHADOS TÍPICOS
Radiografia AP de pelveAvaliação inicial padrãoRedução do espaço articular, osteofitos, esclerose subcondral, cistos
Ressonância MagnéticaRadiografia normal com sintomas, suspeita de IFA ou necroseEdema medular, lesão labral, cartilagem, necrose avascular
Tomografia ComputadorizadaPlanejamento pré-operatórioAnatomia óssea detalhada, versão acetabular
UltrassonografiaAvaliação de derrame articular, guia para infiltraçãoDerrame, sinovite, bursite

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Diagnóstico Diferencial

Bursite Trocanterica

Leia mais →
  • Dor lateral no trocanter maior
  • Dor a palpação do trocanter
  • Não melhora com rotações do quadril

Testes Diagnósticos

  • Ultrassonografia
  • RNM

Síndrome do Piriforme

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  • Dor glútea profunda
  • Dor a compressão do piriforme
  • Sem alteração em imagem da coluna

Testes Diagnósticos

  • Teste de FAIR

Artrite Reumatoide de Quadril

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  • Bilateral
  • Rigidez matinal longa
  • Sinais sistêmicos

Testes Diagnósticos

  • FR
  • Anti-CCP
  • Radiografia do quadril

Fratura por Estresse do Colo Femoral

  • Dor na virilha ao carregar peso
  • Atletas ou osteoporoticos
  • Radiografia pode ser normal inicialmente
Sinais de Alerta
  • Risco de fratura completa se não diagnosticada

Testes Diagnósticos

  • RNM
  • Cintilografia

Lombalgia Referida ao Quadril

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  • Dor que parte da lombar
  • Movimentos do quadril não reproduzem dor
  • Lasegue positivo

Testes Diagnósticos

  • Exame da coluna lombar
  • Bloqueio diagnóstico

Bursite Trocanterica

A bursite trocanterica (ou síndrome dolorosa do trocanter maior) e um dos erros diagnósticos mais comuns em pacientes com suspeita de OA de quadril. A dor e lateral, sobre o trocanter maior do fêmur, com ponto de máxima dor a palpação direta do trocanter. Diferente da OA, a dor da bursite não e na virilha e os movimentos de rotação interna e flexão do quadril normalmente não a reproduzem.

Um teste simples: se o paciente apontar para a dor e o dedo tocar a face lateral do quadril (sobre o trocanter), pensar em bursite; se apontar para a virilha, pensar em artropatia coxofemoral. A ultrassonografia confirma o diagnóstico e pode guiar a infiltração terapêutica.

Lombalgia Referida ao Quadril

A dor referida da coluna lombar para a região do quadril e nadegas e extremamente comum e pode simular OA de quadril. As radiculas L2 e L3 da coluna lombar inervam a região anterior da coxa e a virilha — exatamente a localização típica da dor na OA de quadril. O exame físico e crucial: na lombalgia referida, os movimentos passivos do quadril (especialmente a rotação interna) não reproduzem a dor do paciente.

O bloqueio diagnóstico intra-articular do quadril com anestésico local, guiado por imagem, pode ajudar a determinar se a dor origina-se da articulação coxofemoral ou de estruturas adjacentes. Se o bloqueio elimina completamente a dor, a origem articular e confirmada.

Fratura por Estresse do Colo Femoral

A fratura por estresse do colo do fêmur e um diagnóstico que não pode ser perdido. Ocorre principalmente em atletas de longa distância e em pacientes osteoporoticos. A dor e na virilha, piora progressivamente com a carga e pode ser discreta no início. A radiografia simples pode ser normal nas fases iniciais.

A RNM e o exame de escolha para diagnóstico precoce. O risco e a evolução para fratura completa com deslocamento, que pode comprometer a vascularização da cabeça femoral e resultar em necrose avascular. Diante de suspeita, o paciente deve ser orientado a não carregar peso até confirmação ou exclusão do diagnóstico por um médico.

Tratamentos

Os principios de tratamento da OA de quadril são analogos aos do joelho: exercício, educação e perda de peso são a base. A resposta ao tratamento conservador tende a ser ligeiramente inferior a do joelho, e a artroplastia e necessária com mais frequência.

OPÇÕES DE TRATAMENTO

TRATAMENTOMECANISMOEVIDÊNCIARECOMENDAÇÃO
Exercício terapêuticoFortalecimento dos abdutores e estabilizadoresForte (nível A)Primeira linha — todos os pacientes
Perda de pesoRedução de carga articularForte (nível A)Pacientes com sobrepeso
HidroterapiaExercício sem carga, analgesia termicaModerada (nível B)Dor significativa que limita exercícios em solo
AINEs topicos e oraisAnti-inflamatórioModeradaAINEs topicos menos eficazes no quadril (articulação profunda)
AcupunturaModulação neuroendócrina da dorModerada (nível B)Adjuvante ao exercício
Infiltração intra-articularCorticoide: anti-inflamatório diretoModeradaAlívio temporário, guiada por imagem
Artroplastia totalSubstituição protesica da articulaçãoForteOA grave com falha conservadora

Exercícios Específicos

O fortalecimento dos músculos abdutores do quadril (glúteo médio e mínimo) e prioritario, pois sua fraqueza contribui para a claudicação e instabilidade. Exercícios de ponte, abdução lateral deitado e agachamento monopodal controlado são a base do programa.

A hidroterapia e particularmente eficaz na OA de quadril, pois a flutuabilidade reduz a carga articular em até 50-80%, permitindo exercícios com amplitude de movimento que seriam dolorosos em solo. A temperatura da água (32-34 graus) também contribui para o relaxamento muscular e alívio da dor.

Acupuntura como Tratamento

A evidência para acupuntura na OA de quadril e menos robusta que para o joelho, em parte porque menos estudos foram conduzidos especificamente nessa articulação. As diretrizes NICE NG226 (2022) para osteoartrite não recomendam acupuntura como tratamento de rotina para OA (incluindo quadril), por considerarem a evidência insuficiente. Outras diretrizes (ACR, OARSI) mantêm a acupuntura como recomendação condicional para OA em geral. A decisão deve ser individualizada pelo médico.

A acupuntura pode atuar na OA de quadril através da modulação da dor local e central, redução da inflamação sinovial e melhora da função muscular periarticular. O agulhamento de pontos-gatilho nos músculos glúteos, tensor da fascia lata e iliopsoas pode aliviar dor referida e melhorar a biomecânica.

Como terapia complementar, a acupuntura pode ser especialmente útil em pacientes que aguardam artroplastia, ajudando a controlar a dor e manter funcionalidade até a cirurgia.

Prognóstico

A OA de quadril progride de forma variável. Alguns pacientes mantém estabilidade por anos, enquanto outros apresentam deterioração mais rápida. A artroplastia total de quadril, quando indicada, e uma das cirurgias mais bem-sucedidas da medicina, com altas taxas de satisfação e durabilidade superior a 25 anos em 80% dos implantes.

Estrategia de Manejo Progressivo

Nível 1
Permanente
Medidas Básicas

Exercício regular (fortalecimento + aerobico), perda de peso, educação, autogerenciamento.

Nível 2
Conforme necessidade
Terapias Adjuvantes

Fisioterapia dirigida, hidroterapia, acupuntura, AINEs topicos. Bengala se necessário.

Nível 3
Períodos intermitentes
Farmacoterapia Avancada

AINEs orais, duloxetina para componente de dor crônica, infiltração articular guiada por imagem.

Nível 4
Quando necessário
Artroplastia Total

Indicada quando o tratamento conservador otimizado não controla adequadamente os sintomas e há impacto significativo na qualidade de vida.

Mitos e Fatos

Mito vs. Fato

MITO

Dor no quadril e sempre na lateral ou na nadega.

FATO

A dor da OA de quadril e tipicamente na virilha (região inguinal). Dor lateral geralmente e bursite trocanterica, não artrose.

MITO

Protese de quadril dura pouco e precisa ser trocada.

FATO

Implantes modernos duram mais de 25 anos em 80% dos pacientes. A tecnologia dos materiais avancou significativamente.

MITO

Após a protese de quadril, não posso mais me exercitar.

FATO

Pacientes com protese podem e devem se exercitar. Caminhar, nadar, pedalar e jogar golfe são permitidos e recomendados.

MITO

Artrose de quadril só da em pessoas muito idosas.

FATO

Causas secundarias como impacto femoroacetabular podem causar OA de quadril em adultos jovens (30-40 anos).

Quando Procurar Ajuda Médica

PERGUNTAS FREQUENTES · 10

Perguntas Frequentes sobre Osteoartrite de Quadril

A osteoartrite (OA) de quadril, também chamada coxartrose, e a degeneração progressiva da articulação coxofemoral — entre a cabeça do fêmur e o acetabulo. E a segunda articulação mais afetada pela artrose, atras do joelho. As causas são primarias (sem fator identificavel, mais comum em idosos) e secundarias — impacto femoroacetabular, displasia acetabular, necrose avascular e lesões previas são causas importantes, especialmente em adultos mais jovens.

O sintoma principal e dor na virilha (região inguinal), que pode irradiar para a face anterior da coxa. A dor piora com carga (caminhar, subir escadas, levantar de cadeira) e e acompanhada de rigidez matinal breve. Um sinal precoce e a perda de rotação interna — dificuldade para cruzar as pernas ou calcar meias. Em casos avancados pode ocorrer claudicação. Até 20% dos pacientes sentem dor referida no joelho.

O diagnóstico e clínico-radiografico. Os criterios do ACR exigem dor no quadril na maioria dos dias, associada a pelo menos 2 de 3 achados: osteofitos na radiografia, VHS menor que 20 mm/h, ou estreitamento do espaço articular. A limitação da rotação interna no exame físico e sinal-chave. A RNM e indicada quando a radiografia e normal mas os sintomas são sugestivos, especialmente para avaliar lesão labral, necrose avascular ou fratura por estresse.

O tratamento e analogo ao do joelho: exercício terapêutico (fortalecimento dos abdutores e estabilizadores), perda de peso, educação e autogerenciamento são a base. A hidroterapia e particularmente útil na OA de quadril por reduzir a carga articular. Farmacologicamente, AINEs topicos são menos eficazes que no joelho (articulação mais profunda). A artroplastia total, quando indicada, têm excelentes resultados e durabilidade superior a 25 anos.

A acupuntura atua na OA de quadril por modulação da dor local e central, redução da inflamação sinovial e melhora da função muscular periarticular. O agulhamento de pontos-gatilho nos músculos glúteos, tensor da fascia lata e iliopsoas pode aliviar dor referida e melhorar a biomecânica. Como adjuvante ao exercício, a acupuntura e especialmente útil em pacientes com dor que limita a adesão ao programa de reabilitação.

O protocolo habitual e de 8 a 12 sessões, realizadas 1-2 vezes por semana. A resposta pode ser gradual. Para pacientes que aguardam artroplastia de quadril, ciclos periodicos de acupuntura (a cada 3-6 meses) podem ajudar a manter a qualidade de vida e funcionalidade até a cirurgia. O médico acupunturista avaliara a resposta e ajustara o protocolo conforme necessário.

Quando realizada por médico acupunturista, o perfil de segurança da acupuntura para OA de quadril é geralmente favorável, com eventos adversos predominantemente leves (hematomas, desconforto local). Como toda intervenção, há riscos raros descritos na literatura (sangramento, infecção, síncope). Pacientes com prótese de quadril devem informar o médico para evitar agulhamento sobre a região do implante. Em pacientes anticoagulados, cuidados adicionais são necessários.

Sim, a combinação e recomendada e oferece resultados superiores ao tratamento isolado. A acupuntura complementa o exercício terapêutico, a hidroterapia e o manejo farmacológico. O médico pode indicar fisioterapia como parte do plano terapêutico integrado, sob sua coordenação. Para pacientes que aguardam cirurgia, a acupuntura pode ser particularmente valiosa no controle da dor e manutenção da funcionalidade.

Não. Muitos pacientes mantém boa funcionalidade por anos com tratamento conservador adequado. A velocidade de progressão varia muito entre individuos. Fatores de mau prognóstico incluem OA bilateral, obesidade, deformidade em varo ou valgo importante e incapacidade funcional grave. A artroplastia e indicada quando há falha do tratamento conservador com comprometimento significativo da qualidade de vida, não por criterios radiograficos isolados.

Procure atendimento imediato se: sentir dor aguda intensa no quadril sem causa aparente, especialmente com impossibilidade de apoiar peso na perna (pode indicar fratura ou necrose avascular); apresentar dor no quadril com febre (pode indicar artrite septica); notar encurtamento subito do membro; ou se tiver OA conhecida e sentir piora abrupta e desproporcional da dor. Nesses casos, procure um médico imediatamente, sem aguardar consulta agendada.