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Effectiveness of Acupuncture and Infrared Therapies for Reducing Musculoskeletal Pain in the Elderly

Widowati et al. · Indonesian Journal of Medicine · 2017

⚖️RCT Controlado👥n=60 participantes🌟Evidência Moderada

Nível de Evidência

MODERADA
70/ 100
Qualidade
3/5
Amostra
3/5
Replicação
3/5
🎯

OBJETIVO

Comparar a efetividade da acupuntura e terapia de infravermelho na redução da dor musculoesquelética em idosos

👥

QUEM

60 idosos com dor musculoesquelética, media de idade de 68,7 anos

⏱️

DURAÇÃO

12 sessões de tratamento (3x por semana)

📍

PONTOS

Pontos específicos não detalhados no estudo

🔬 Desenho do Estudo

60participantes
randomização

Acupressão (controle)

n=15

Massagem digital em pontos de acupuntura

Acupuntura

n=15

Inserção de agulhas em pontos específicos

Infravermelho

n=15

Irradiação com luz infravermelha

Acupuntura + Infravermelho

n=15

Combinação das duas terapias

⏱️ Duração: 4 semanas de tratamento

📊 Resultados em Números

3,9 pontos na escala VAS

Redução da dor no grupo combinado

2,3 pontos na escala VAS

Redução da dor na acupuntura

1,6 pontos na escala VAS

Redução da dor no infravermelho

p<0,001

Diferença estatística significativa

📊 Comparação de Resultados

Redução da Dor (VAS)

Acupressão
1.3
Infravermelho
1.6
Acupuntura
2.3
Combinado
3.9
💬 O que isso significa para você?

Este estudo indonésio mostra que a combinação de acupuntura com luz infravermelha é muito mais eficaz para reduzir dores musculares e articulares em idosos do que usar cada tratamento sozinho. A terapia combinada reduziu a dor quase duas vezes mais que apenas a acupuntura.

📝

Resumo do Artigo

Resumo narrativo em linguagem acessível

Este ensaio clínico randomizado conduzido na Indonésia investigou a efetividade de diferentes terapias não farmacológicas para dor musculoesquelética em idosos, uma população particularmente vulnerável aos efeitos adversos dos anti-inflamatórios não esteroidais. O estudo surgiu da necessidade de encontrar alternativas seguras e eficazes para o tratamento da dor em idosos, considerando que segundo a OMS, problemas musculoesqueléticos são as queixas mais frequentes nesta população. A pesquisa foi realizada em uma unidade de saúde integrada para idosos em Klodran, Karanganyar, Java Central, em maio de 2016. Os pesquisadores recrutaram 60 participantes idosos com dor musculoesquelética através de amostragem aleatória simples.

A população estudada tinha idade media de 68,7 anos, sendo 65% mulheres, com predomínio da faixa etária de 60-74 anos. Os tipos de dor mais comuns foram dor no ombro (28,3%), joelho (13%) e lombar (12%). O desenho experimental dividiu os participantes em quatro grupos de 15 pessoas cada: grupo controle com acupressão, grupo acupuntura, grupo infravermelho e grupo terapia combinada. O protocolo incluiu 12 sessões distribuídas em três sessões por semana.

A acupuntura foi realizada com agulhas filiformes até obter a sensação De Qi. A terapia de infravermelho utilizou ondas eletromagnéticas com comprimento de onda de 770 nm-106 nm, aplicadas até produzir calor e eritema na pele. A acupressão foi realizada com pressão digital nos pontos de acupuntura. O desfecho primário foi medido através da escala visual analógica (VAS) antes e após o tratamento.

Os resultados demonstraram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (p<0,001). A terapia combinada de acupuntura e infravermelho apresentou a maior efetividade, com redução media de 3,9 pontos na escala VAS. A acupuntura isolada resultou em redução de 2,3 pontos, seguida pelo infravermelho com 1,6 pontos e acupressão com 1,3 pontos. Os testes post-hoc revelaram que a terapia combinada foi significativamente superior a todos os outros tratamentos.

A diferença media entre a terapia combinada e acupressão foi de 2,53 pontos (p<0,001). Os mecanismos propostos incluem a ação da acupuntura através de quatro domínios: reação inflamatória local, transdução meridiana intercelular, reflexo cutaneosomatovisceral e transmissão neural para o cérebro. A terapia infravermelha atua através de aquecimento suave que produz efeito sedativo nas terminações nervosas superficiais. As implicações clínicas sugerem que a combinação de terapias pode oferecer benefícios sinérgicos superiores aos tratamentos isolados.

Entretanto, o estudo apresenta limitações importantes, incluindo o tamanho pequeno da amostra, ausência de seguimento a longo prazo e falta de detalhamento sobre os pontos de acupuntura utilizados. A generalização dos resultados também é limitada por ter sido conduzido em uma única localidade com características culturais específicas.

Pontos Fortes

  • 1Desenho randomizado controlado
  • 2Grupos de comparação bem definidos
  • 3Medida objetiva de desfecho (escala VAS)
  • 4Análise estatística apropriada
⚠️

Limitações

  • 1Amostra pequena (60 participantes)
  • 2Ausência de seguimento a longo prazo
  • 3Pontos de acupuntura não especificados
  • 4Realizado em única localidade

📅 Contexto Histórico

1992Primeiros estudos sobre efetividade da terapia infravermelha para dor
2010Evidências crescentes sobre acupuntura para dor musculoesquelética
2013OMS identifica dor musculoesquelética como principal problema em idosos
2016Aprovação ética e condução do estudo atual
2017Publicação demonstrando superioridade da terapia combinada
Prof. Dr. Hong Jin Pai

Comentário do Especialista

Prof. Dr. Hong Jin Pai

Doutor em Ciências pela USP

Relevância Clínica

A dor musculoesquelética crônica no idoso representa um dos cenários mais desafiadores da clínica diária: o paciente frequentemente já usa polifarmácia, tem função renal comprometida que contraindica AINEs prolongados e apresenta risco aumentado de sangramento digestivo. Nesse contexto, um protocolo não farmacológico bem estruturado, como o testado por Widowati et al., oferece uma alternativa concreta e replicável. A população estudada, com idade media de 68,7 anos e predomínio feminino, espelha exatamente o perfil que encontramos em ambulatórios de dor crônica: queixas em ombro, joelho e coluna lombar, com demanda por tratamentos que não agravem comorbidades. A terapia combinada de acupuntura e infravermelho, entregue em 12 sessões ao longo de quatro semanas, produziu redução de 3,9 pontos no VAS, resultado clinicamente expressivo e estatisticamente robusto. Isso posiciona a combinação como estratégia integrativa viável dentro do arsenal multimodal disponível ao médico que trata dor geriátrica.

Achados Notáveis

O achado mais relevante não é apenas a superioridade da terapia combinada, mas a magnitude do efeito sinérgico: a redução de 3,9 pontos no VAS pelo grupo combinado supera a soma aritmética dos efeitos isolados da acupuntura (2,3 pontos) e do infravermelho (1,6 pontos), o que sugere interação terapêutica genuína, não mera aditividade. Mecanisticamente, isso faz sentido — o calor infravermelho aumenta a perfusão local, potencialmente amplificando a modulação neuroinflamatória mediada pela acupuntura através dos quatro domínios propostos pelos autores: reação inflamatória local, transdução meridiana intercelular, reflexo cutaneosomatovisceral e transmissão neural central. Também chama atenção que a acupressão, utilizada como controle ativo, produziu 1,3 pontos de redução, indicando que mesmo o contato terapêutico estruturado em pontos tem efeito mensurável — dado relevante para quando a acupuntura convencional é contraindicada ou indisponível.

Da Minha Experiência

Na minha prática no Centro de Dor do HC-FMUSP, a associação de recursos físicos à acupuntura para dor musculoesquelética geriátrica é rotina consolidada há décadas. Costumo observar as primeiras respostas analgésicas entre a terceira e quinta sessão, com plateau funcional geralmente atingido entre a décima e décima quarta sessão — o que converge com o protocolo de 12 sessões de Widowati et al. Para manutenção, trabalhamos habitualmente com sessões quinzenais ou mensais, especialmente em idosos com osteoartrite avançada onde a remissão completa é improvável. A combinação com infravermelho ou TENS está incorporada ao nosso protocolo para pacientes com baixa tolerância à agulha ou sensibilidade cutânea aumentada. O perfil que melhor responde, em minha experiência, é o da mulher acima de 65 anos, com dor de predomínio em joelho e ombro, sem neuropatia periférica significativa. Pacientes com síndrome de sensibilização central pronunciada respondem menos e requerem abordagem mais ampla, incluindo manejo cognitivo-comportamental associado.

Médico especialista em Acupuntura. Professor Colaborador do Instituto de Ortopedia do HC-FMUSP. Coordenador do Grupo de Acupuntura do Centro de Dor do HC-FMUSP.

Artigo Original Completo

Leia o Estudo Científico na Íntegra

Indonesian Journal of Medicine · 2017

DOI: 10.26911/theijmed.2017.02.01.05

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Revisão Científica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523 · 65524 · 655241

Doutor em Ciências pela USP e Especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.

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Aviso Médico: Este conteúdo é exclusivamente educacional e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento profissional. Parte das informações pode ter o auxílio de Inteligência Artificial e está sujeita a imprecisões. Consulte sempre um médico.

Conteúdo revisado pela equipe médica do CEIMEC — Centro de Estudo Integrado de Medicina Chinesa, referência em Acupuntura Médica há mais de 30 anos.