Miyofasiyal Ağrıda Oklüzal Splint, Akupunktur ve Farmakolojik Tedavinin Etkinliklerinin Araştırılması
Çifter et al. · J Tradit Complem Med · 2018
Nível de Evidência
MODERADAOBJETIVO
Comparar a efetividade de splints oclusais noturnos, acupuntura e paracetamol no tratamento da dor miofascial
QUEM
45 pacientes com síndrome de dor miofascial diagnosticada por critérios de pesquisa para DTM
DURAÇÃO
3 meses para splint oclusal, 5 sessões para acupuntura, 1 semana para paracetamol
PONTOS
ST6, ST7, ST8, GB3, SI18, LI4 para acupuntura
🔬 Desenho do Estudo
Splint oclusal
n=15
Splint duro de 3mm usado durante a noite por 3 meses
Acupuntura
n=15
5 sessões de acupuntura em pontos específicos
Paracetamol
n=15
1000mg/dia por 1 semana em doses divididas
📊 Resultados em Números
Melhora na abertura máxima da boca (splint)
Melhora na abertura máxima da boca (acupuntura)
Redução na escala VAS (todos os grupos)
Melhora no limiar de dor à pressão
Destaques Percentuais
📊 Comparação de Resultados
Abertura máxima da boca (pré vs pós)
Redução da dor (VAS)
Este estudo comparou três tratamentos para dor muscular na face e mandíbula: uma placa dental usada à noite, sessões de acupuntura e medicação com paracetamol. Os resultados mostram que tanto a placa dental quanto a acupuntura foram eficazes para melhorar a abertura da boca e reduzir a dor, sendo superiores ao paracetamol em alguns aspectos.
Resumo do Artigo
Resumo narrativo em linguagem acessível
Este estudo randomizado investigou a efetividade de três abordagens terapêuticas distintas para o tratamento da síndrome de dor miofascial relacionada a distúrbios temporomandibulares: splints oclusais noturnos, acupuntura e tratamento farmacológico com paracetamol. A pesquisa foi conduzida com 45 pacientes diagnosticados segundo os Critérios de Diagnóstico para Pesquisa em Distúrbios Temporomandibulares, randomizados em três grupos de 15 participantes cada. O primeiro grupo utilizou splints oclusais duros de 3mm durante a noite por três meses. O segundo grupo recebeu cinco sessões de acupuntura nos pontos ST6, ST7, ST8, GB3, SI18 e LI4, com sessões de 30 minutos realizadas a cada 3-4 dias.
O terceiro grupo foi tratado com paracetamol 1000mg/dia dividido em duas doses iguais por uma semana. As avaliações incluíram medidas de abertura máxima da boca sem assistência, escores de dor pela Escala Visual Analógica (VAS) e limiares de dor à pressão em músculos temporal, masseter, esternocleidomastoideo e articulação temporomandibular, utilizando algômetro. Os resultados demonstraram que tanto o splint oclusal quanto a acupuntura produziram aumentos significativos na abertura máxima da boca (de 44,80±5,83 para 48,33±6,53mm no grupo splint; de 41,07±6,44 para 44,60±5,92mm no grupo acupuntura), enquanto o paracetamol não mostrou melhora significativa neste parâmetro. Todos os três tratamentos resultaram em reduções significativas nos escores de dor VAS.
Na avaliação dos limiares de dor à pressão, o splint oclusal mostrou efetividade superior ao paracetamol em cinco das dez regiões avaliadas, enquanto a acupuntura superou o paracetamol em uma região. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre splint oclusal e acupuntura na maioria dos parâmetros avaliados. O estudo sugere que abordagens não farmacológicas, particularmente splints oclusais e acupuntura, podem oferecer benefícios superiores ao tratamento com analgésicos simples para esta condição. Os mecanismos de ação propostos incluem a modificação das relações oclusais e posicionamento condilar pelos splints, e a estimulação de fibras nervosas A-delta e C pela acupuntura, levando à liberação de neuropeptídeos vasoativos.
As implicações clínicas sugerem que uma abordagem personalizada, considerando o perfil individual do paciente, pode ser necessária para otimizar os resultados terapêuticos na síndrome de dor miofascial.
Pontos Fortes
- 1Desenho randomizado comparando três modalidades terapêuticas
- 2Uso de critérios diagnósticos padronizados (TMR/ATK)
- 3Avaliação objetiva com algometria para limiares de dor
- 4Grupo controle ativo com medicação padrão
Limitações
- 1Tamanho amostral pequeno (n=15 por grupo)
- 2Diferentes durações de tratamento entre os grupos
- 3Ausência de grupo placebo
- 4Possível viés devido à natureza não cegada dos tratamentos
📅 Contexto Histórico
Comentário do Especialista
Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP 158074 · RQE 65523 / 65524 / 655241
▸ Relevância Clínica
A dor miofascial crônica associada aos distúrbios temporomandibulares representa um dos quadros mais desafiadores na interface entre fisiatria, odontologia e medicina da dor — e, frequentemente, chega ao consultório médico apenas depois de percorrer múltiplos especialistas sem resolução. Este ensaio randomizado de Çifter et al. coloca lado a lado três abordagens de uso corriqueiro, com resultados que orientam a escolha terapêutica em cenários concretos: o paciente que não tolera ou recusa medicação, o que já usa splint sem resposta completa, ou o que busca uma estratégia de curto prazo para controle funcional. O dado mais diretamente aplicável é a melhora objetiva na abertura máxima da boca tanto com splint quanto com acupuntura, enquanto o paracetamol isolado não sustentou esse ganho funcional — o que reforça a lógica de reservar o analgésico simples como adjuvante, não como eixo do tratamento nessa população.
▸ Achados Notáveis
O ponto mais digno de nota é que cinco sessões de acupuntura, aplicadas nos pontos ST6, ST7, ST8, GB3, SI18 e LI4 em intervalo de três a quatro dias, produziram ganho de abertura bucal comparável ao splint oclusal utilizado por três meses — sem diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos na maioria dos parâmetros. Isso sugere que a acupuntura atua em horizonte temporal muito mais curto para desfechos funcionais mensuráveis. Outro achado que chama atenção é a avaliação algométrica dos limiares de dor à pressão em dez regiões distintas, incluindo temporal, masseter, esternocleidomastoideo e ATM: o splint superou o paracetamol em cinco dessas regiões, enquanto a acupuntura o superou em uma — evidenciando que os mecanismos de ação das duas abordagens não farmacológicas, embora distintos, convergem em eficácia clínica global para esse fenótipo de dor miofascial craniocervical.
▸ Da Minha Experiência
Na minha prática no ambulatório de dor musculoesquelética, a dor miofascial temporomandibular chega frequentemente com componente cervical associado — e o protocolo de pontos usado neste estudo, centrado na musculatura mastigatória, é muito próximo do que adoto, com a adição rotineira de agulhamento seco nos pontos-gatilho do trapézio superior e esplênio quando há irradiação cefálica. Tenho observado resposta funcional perceptível — menor fadiga mastigatória, melhora na abertura — já nas primeiras três sessões, o que é consistente com o curso de cinco sessões relatado aqui. Para manutenção, costumo propor ciclos de seis a oito sessões, espaçando progressivamente. O perfil que responde melhor, na minha experiência, é o paciente sem componente articular degenerativo importante na ATM e com dor predominantemente muscular, identificado clinicamente pela algometria e pela distribuição dos pontos-gatilho. Combino habitualmente a acupuntura com orientação postural e, quando há bruxismo noturno documentado, a associação com o splint faz sentido — não como alternativa, mas como estratégia complementar para ampliar e consolidar o ganho funcional.
Artigo Científico Indexado
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Revisão Científica

Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP: 158074 | RQE: 65523 · 65524 · 655241
Doutor em Ciências pela USP e Especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.
Saiba mais sobre o autor →Aviso Médico: Este conteúdo é exclusivamente educacional e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento profissional. Parte das informações pode ter o auxílio de Inteligência Artificial e está sujeita a imprecisões. Consulte sempre um médico.
Conteúdo revisado pela equipe médica do CEIMEC — Centro de Estudo Integrado de Medicina Chinesa, referência em Acupuntura Médica há mais de 30 anos.
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