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Miyofasiyal Ağrıda Oklüzal Splint, Akupunktur ve Farmakolojik Tedavinin Etkinliklerinin Araştırılması

Çifter et al. · J Tradit Complem Med · 2018

🎲Ensaio Randomizado👥n=45 participantes📊Evidência Moderada

Nível de Evidência

MODERADA
70/ 100
Qualidade
3/5
Amostra
2/5
Replicação
3/5
🎯

OBJETIVO

Comparar a efetividade de splints oclusais noturnos, acupuntura e paracetamol no tratamento da dor miofascial

👥

QUEM

45 pacientes com síndrome de dor miofascial diagnosticada por critérios de pesquisa para DTM

⏱️

DURAÇÃO

3 meses para splint oclusal, 5 sessões para acupuntura, 1 semana para paracetamol

📍

PONTOS

ST6, ST7, ST8, GB3, SI18, LI4 para acupuntura

🔬 Desenho do Estudo

45participantes
randomização

Splint oclusal

n=15

Splint duro de 3mm usado durante a noite por 3 meses

Acupuntura

n=15

5 sessões de acupuntura em pontos específicos

Paracetamol

n=15

1000mg/dia por 1 semana em doses divididas

⏱️ Duração: 3 meses (seguimento de 7 dias após conclusão)

📊 Resultados em Números

44,80→48,33mm

Melhora na abertura máxima da boca (splint)

41,07→44,60mm

Melhora na abertura máxima da boca (acupuntura)

significativa

Redução na escala VAS (todos os grupos)

variável por grupo

Melhora no limiar de dor à pressão

Destaques Percentuais

significativa
Redução na escala VAS (todos os grupos)

📊 Comparação de Resultados

Abertura máxima da boca (pré vs pós)

Splint
48.33
Acupuntura
44.6
Paracetamol
43.07

Redução da dor (VAS)

Splint
8
Acupuntura
7
Paracetamol
7
💬 O que isso significa para você?

Este estudo comparou três tratamentos para dor muscular na face e mandíbula: uma placa dental usada à noite, sessões de acupuntura e medicação com paracetamol. Os resultados mostram que tanto a placa dental quanto a acupuntura foram eficazes para melhorar a abertura da boca e reduzir a dor, sendo superiores ao paracetamol em alguns aspectos.

📝

Resumo do Artigo

Resumo narrativo em linguagem acessível

Este estudo randomizado investigou a efetividade de três abordagens terapêuticas distintas para o tratamento da síndrome de dor miofascial relacionada a distúrbios temporomandibulares: splints oclusais noturnos, acupuntura e tratamento farmacológico com paracetamol. A pesquisa foi conduzida com 45 pacientes diagnosticados segundo os Critérios de Diagnóstico para Pesquisa em Distúrbios Temporomandibulares, randomizados em três grupos de 15 participantes cada. O primeiro grupo utilizou splints oclusais duros de 3mm durante a noite por três meses. O segundo grupo recebeu cinco sessões de acupuntura nos pontos ST6, ST7, ST8, GB3, SI18 e LI4, com sessões de 30 minutos realizadas a cada 3-4 dias.

O terceiro grupo foi tratado com paracetamol 1000mg/dia dividido em duas doses iguais por uma semana. As avaliações incluíram medidas de abertura máxima da boca sem assistência, escores de dor pela Escala Visual Analógica (VAS) e limiares de dor à pressão em músculos temporal, masseter, esternocleidomastoideo e articulação temporomandibular, utilizando algômetro. Os resultados demonstraram que tanto o splint oclusal quanto a acupuntura produziram aumentos significativos na abertura máxima da boca (de 44,80±5,83 para 48,33±6,53mm no grupo splint; de 41,07±6,44 para 44,60±5,92mm no grupo acupuntura), enquanto o paracetamol não mostrou melhora significativa neste parâmetro. Todos os três tratamentos resultaram em reduções significativas nos escores de dor VAS.

Na avaliação dos limiares de dor à pressão, o splint oclusal mostrou efetividade superior ao paracetamol em cinco das dez regiões avaliadas, enquanto a acupuntura superou o paracetamol em uma região. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre splint oclusal e acupuntura na maioria dos parâmetros avaliados. O estudo sugere que abordagens não farmacológicas, particularmente splints oclusais e acupuntura, podem oferecer benefícios superiores ao tratamento com analgésicos simples para esta condição. Os mecanismos de ação propostos incluem a modificação das relações oclusais e posicionamento condilar pelos splints, e a estimulação de fibras nervosas A-delta e C pela acupuntura, levando à liberação de neuropeptídeos vasoativos.

As implicações clínicas sugerem que uma abordagem personalizada, considerando o perfil individual do paciente, pode ser necessária para otimizar os resultados terapêuticos na síndrome de dor miofascial.

Pontos Fortes

  • 1Desenho randomizado comparando três modalidades terapêuticas
  • 2Uso de critérios diagnósticos padronizados (TMR/ATK)
  • 3Avaliação objetiva com algometria para limiares de dor
  • 4Grupo controle ativo com medicação padrão
⚠️

Limitações

  • 1Tamanho amostral pequeno (n=15 por grupo)
  • 2Diferentes durações de tratamento entre os grupos
  • 3Ausência de grupo placebo
  • 4Possível viés devido à natureza não cegada dos tratamentos

📅 Contexto Histórico

1992Estabelecimento dos critérios diagnósticos TMR/ATK
2002Reconhecimento da acupuntura pela OMS para dor crônica
2010Evidências crescentes sobre eficácia da acupuntura em dor miofascial
2018Este estudo comparativo publicado
Dr. Marcus Yu Bin Pai

Comentário do Especialista

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP 158074 · RQE 65523 / 65524 / 655241

Relevância Clínica

A dor miofascial crônica associada aos distúrbios temporomandibulares representa um dos quadros mais desafiadores na interface entre fisiatria, odontologia e medicina da dor — e, frequentemente, chega ao consultório médico apenas depois de percorrer múltiplos especialistas sem resolução. Este ensaio randomizado de Çifter et al. coloca lado a lado três abordagens de uso corriqueiro, com resultados que orientam a escolha terapêutica em cenários concretos: o paciente que não tolera ou recusa medicação, o que já usa splint sem resposta completa, ou o que busca uma estratégia de curto prazo para controle funcional. O dado mais diretamente aplicável é a melhora objetiva na abertura máxima da boca tanto com splint quanto com acupuntura, enquanto o paracetamol isolado não sustentou esse ganho funcional — o que reforça a lógica de reservar o analgésico simples como adjuvante, não como eixo do tratamento nessa população.

Achados Notáveis

O ponto mais digno de nota é que cinco sessões de acupuntura, aplicadas nos pontos ST6, ST7, ST8, GB3, SI18 e LI4 em intervalo de três a quatro dias, produziram ganho de abertura bucal comparável ao splint oclusal utilizado por três meses — sem diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos na maioria dos parâmetros. Isso sugere que a acupuntura atua em horizonte temporal muito mais curto para desfechos funcionais mensuráveis. Outro achado que chama atenção é a avaliação algométrica dos limiares de dor à pressão em dez regiões distintas, incluindo temporal, masseter, esternocleidomastoideo e ATM: o splint superou o paracetamol em cinco dessas regiões, enquanto a acupuntura o superou em uma — evidenciando que os mecanismos de ação das duas abordagens não farmacológicas, embora distintos, convergem em eficácia clínica global para esse fenótipo de dor miofascial craniocervical.

Da Minha Experiência

Na minha prática no ambulatório de dor musculoesquelética, a dor miofascial temporomandibular chega frequentemente com componente cervical associado — e o protocolo de pontos usado neste estudo, centrado na musculatura mastigatória, é muito próximo do que adoto, com a adição rotineira de agulhamento seco nos pontos-gatilho do trapézio superior e esplênio quando há irradiação cefálica. Tenho observado resposta funcional perceptível — menor fadiga mastigatória, melhora na abertura — já nas primeiras três sessões, o que é consistente com o curso de cinco sessões relatado aqui. Para manutenção, costumo propor ciclos de seis a oito sessões, espaçando progressivamente. O perfil que responde melhor, na minha experiência, é o paciente sem componente articular degenerativo importante na ATM e com dor predominantemente muscular, identificado clinicamente pela algometria e pela distribuição dos pontos-gatilho. Combino habitualmente a acupuntura com orientação postural e, quando há bruxismo noturno documentado, a associação com o splint faz sentido — não como alternativa, mas como estratégia complementar para ampliar e consolidar o ganho funcional.

Doutor em Ciências pela USP. Especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura.

Artigo Científico Indexado

Este estudo está indexado em base científica internacional. Consulte seu acesso institucional para obter o artigo completo.

Revisão Científica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523 · 65524 · 655241

Doutor em Ciências pela USP e Especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.

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Aviso Médico: Este conteúdo é exclusivamente educacional e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento profissional. Parte das informações pode ter o auxílio de Inteligência Artificial e está sujeita a imprecisões. Consulte sempre um médico.

Conteúdo revisado pela equipe médica do CEIMEC — Centro de Estudo Integrado de Medicina Chinesa, referência em Acupuntura Médica há mais de 30 anos.

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