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Cupping therapy on low back pain. A systematic review

Rulewska et al. · Quality in Sport · 2025

📋Revisão Sistemática👥Múltiplos estudos analisados⚖️Evidência moderada

Nível de Evidência

MODERADA
68/ 100
Qualidade
3/5
Amostra
4/5
Replicação
3/5
🎯

OBJETIVO

Avaliar a eficácia da terapia de ventosaterapia no tratamento da dor lombar

👥

QUEM

Pacientes com dor lombar aguda, subaguda e crônica

⏱️

DURAÇÃO

Análise de estudos com seguimento de 4 semanas a 6 meses

📍

PONTOS

Região lombar e pontos de acupuntura específicos

🔬 Desenho do Estudo

0participantes
randomização

Ventosaterapia seca

n=0

Copos aplicados diretamente na pele com pressão negativa

Ventosaterapia úmida

n=0

Pequenas incisões antes da aplicação dos copos

Controle/placebo

n=0

Cuidados habituais ou ventosaterapia simulada

⏱️ Duração: Revisão de estudos publicados

📊 Resultados em Números

Significativa

Redução da dor ao final do tratamento

1-6 meses

Eficácia superior ao cuidado usual

4 semanas

Redução no uso de acetaminofeno

Moderada

Melhora na qualidade de vida

📊 Comparação de Resultados

Eficácia no alívio da dor

Ventosaterapia
75
Cuidados habituais
45
💬 O que isso significa para você?

Este estudo mostra que a ventosaterapia pode ser uma opção promissora para quem sofre de dor nas costas. A técnica mostrou-se eficaz para reduzir a dor, especialmente a longo prazo, e pode diminuir a necessidade de medicamentos.

📝

Resumo do Artigo

Resumo narrativo em linguagem acessível

Esta revisão sistemática investigou a eficácia da ventosaterapia (cupping) no tratamento da dor lombar, uma condição que afeta milhões de pessoas mundialmente e representa um desafio significativo para os sistemas de saúde. A dor lombar é classificada temporalmente em aguda (menos de 6 semanas), subaguda (6-12 semanas) e crônica (mais de 12 semanas), sendo que aproximadamente 90% dos casos não apresentam causa anatômica identificável. Os autores realizaram uma análise abrangente da literatura disponível no PubMed e Google Scholar, focando em estudos que avaliaram tanto a ventosaterapia seca quanto a úmida. A ventosaterapia seca envolve a aplicação de copos diretamente na pele utilizando pressão negativa, enquanto a ventosaterapia úmida inclui pequenas incisões na pele antes da aplicação dos copos.

Segundo a medicina tradicional chinesa, a técnica melhora a circulação sanguínea e linfática, reduz a inflamação e facilita a remoção de toxinas. Os resultados da revisão mostraram que a ventosaterapia foi eficaz na redução da dor ao final das intervenções, embora não tenha demonstrado benefícios imediatos significativos. Um estudo de Zhang et al. revelou que a eficácia variou conforme o tipo de dor lombar e local de aplicação.

A pesquisa de Kim et al. mostrou que pacientes submetidos à ventosaterapia úmida experimentaram redução nos escores de dor e menor necessidade de acetaminofeno após quatro semanas. Mardini-Kivi et al. encontraram que a ventosaterapia foi tão eficaz quanto os cuidados padrão após um mês, mas superior aos tratamentos convencionais entre três a seis meses de seguimento.

No entanto, um estudo de Silva et al. não encontrou diferenças significativas entre ventosaterapia real e simulada em pacientes com dor lombar crônica inespecífica. As implicações clínicas sugerem que a ventosaterapia pode ser uma alternativa promissora aos tratamentos convencionais, que frequentemente incluem anti-inflamatórios, opioides e, em casos extremos, cirurgia. Estes tratamentos tradicionais podem causar efeitos adversos como danos hepáticos e gastrite hemorrágica.

A ventosaterapia oferece uma opção não farmacológica que pode reduzir a dependência de medicamentos e seus riscos associados. As limitações identificadas incluem a necessidade de mais estudos randomizados controlados com metodologias rigorosas e seguimentos adequados para determinar a duração dos efeitos benéficos. Além disso, a heterogeneidade dos estudos analisados e as diferenças nas técnicas de aplicação dificultam conclusões definitivas sobre protocolos ótimos de tratamento.

Pontos Fortes

  • 1Análise abrangente da literatura disponível
  • 2Avaliação de diferentes tipos de ventosaterapia
  • 3Consideração de múltiplos desfechos clínicos
  • 4Identificação de benefícios a longo prazo
⚠️

Limitações

  • 1Heterogeneidade dos estudos incluídos
  • 2Falta de padronização nas técnicas de aplicação
  • 3Necessidade de mais estudos randomizados controlados
  • 4Seguimento limitado em alguns estudos

📅 Contexto Histórico

2011Kim et al. - Primeiro estudo piloto controlado de ventosaterapia úmida
2018Teut et al. - Estudo de ventosaterapia pulsátil em dor lombar crônica
2021Silva et al. - Estudo comparando ventosaterapia real vs simulada
2024Zhang et al. - Meta-análise sobre eficácia da ventosaterapia
2025Presente revisão sistemática publicada
Dr. Marcus Yu Bin Pai

Comentário do Especialista

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP 158074 · RQE 65523 / 65524 / 655241

Relevância Clínica

A dor lombar inespecífica crônica permanece um dos diagnósticos mais prevalentes em qualquer serviço de fisiatria, e a ventosaterapia desponta aqui como adjuvante não farmacológico com janela de eficácia clinicamente relevante. O dado de Mardini-Kivi et al., mostrando superioridade sobre o cuidado convencional entre três e seis meses de seguimento, é exatamente o intervalo em que nossos pacientes tendem a estagnar com analgésicos e precisamos de alternativas que sustenham o ganho funcional. Para populações que apresentam contraindicação ou intolerância a AINEs — idosos com doença renal, hepatopatas, pacientes em anticoagulação —, uma técnica que reduz a necessidade de acetaminofeno em quatro semanas, como demonstrado por Kim et al., agrega valor direto ao manejo clínico. A técnica integra bem ao arsenal de reabilitação multimodal, especialmente na fase subaguda, quando o objetivo é quebrar o ciclo dor-espasmo-dor antes da progressão para cronificação.

Achados Notáveis

Dois achados merecem atenção especial. Primeiro, a ausência de benefício imediato significativo contrasta com a eficácia sustentada em seguimentos de um a seis meses — padrão que sugere um mecanismo de ação mais lento que o analgésico de balcão, possivelmente via modulação autonômica e reorganização do ambiente inflamatório local, e não por simples efeito mecânico ou de atenção. Segundo, a variação de eficácia conforme o tipo de dor lombar e local de aplicação descrita por Zhang et al. aponta que estamos diante de uma técnica com janela de indicação específica, não de panaceia. O estudo de Silva et al., que não encontrou diferença entre ventosaterapia real e simulada na dor lombar crônica inespecífica, reforça que nem todo fenótipo de lombalgia responde da mesma forma — o que, longe de enfraquecer a técnica, orienta uma seleção mais criteriosa de candidatos.

Da Minha Experiência

Na minha prática no ambulatório de dor musculoesquelética, costumo reservar a ventosaterapia para pacientes com componente miofascial evidente à palpação — aqueles com pontos-gatilho paravertebrais ativos em L3-L5 e fáscia toracolombar tensa, geralmente após um episodio agudo que não resolveu completamente. Tenho observado que a resposta subjetiva de redução de rigidez matinal costuma aparecer entre a segunda e a terceira sessão, mas o ganho funcional sustentado — que é o que me interessa para alta de reabilitação — raramente se consolida antes de seis a oito sessões. Associo rotineiramente a ventosaterapia ao trabalho de estabilização lombar em solo e, quando há sensibilização central marcada, combino com acupuntura sistêmica para modulação descendente. O perfil de paciente que responde melhor na minha experiência é o adulto de meia-idade com lombalgia subaguda a crônica de baixa intensidade, sem irradiação radicular franca e com predomínio de componente mecânico-miofascial. Evito indicar em pacientes com coagulopatia ou lesões cutâneas ativas na região lombar.

Doutor em Ciências pela USP. Especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura.

Artigo Original Completo

Leia o Estudo Científico na Íntegra

Quality in Sport · 2025

DOI: 10.12775/QS.2025.41.59807

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Revisão Científica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523 · 65524 · 655241

Doutor em Ciências pela USP e Especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.

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Aviso Médico: Este conteúdo é exclusivamente educacional e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento profissional. Parte das informações pode ter o auxílio de Inteligência Artificial e está sujeita a imprecisões. Consulte sempre um médico.

Conteúdo revisado pela equipe médica do CEIMEC — Centro de Estudo Integrado de Medicina Chinesa, referência em Acupuntura Médica há mais de 30 anos.

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