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Thread-Embedding versus Manual Acupuncture for Overactive Bladder in Postmenopausal Women: Randomized Controlled Trial

Choi et al. · International Journal of Women's Health · 2026

🎯RCT Duplo-Cego👥n=68 participantesAlto Impacto

Nível de Evidência

MODERADA
78/ 100
Qualidade
4/5
Amostra
3/5
Replicação
4/5
🎯

OBJETIVO

Comparar a eficácia da acupuntura com inserção de fios (TEA) versus acupuntura manual para bexiga hiperativa em mulheres pós-menopausa

👥

QUEM

68 mulheres pós-menopausa com bexiga hiperativa, idade média 65-66 anos

⏱️

DURAÇÃO

8 semanas de tratamento semanal + 8 semanas de acompanhamento

📍

PONTOS

CV3 (Zhongji), BL33 (Zhongliao) bilateral, BL35 (Huiyang) bilateral

🔬 Desenho do Estudo

68participantes
randomização

Acupuntura com Fios (TEA)

n=34

Acupuntura com inserção de fios PDO absorvíveis

Acupuntura Manual

n=34

Acupuntura manual sem inserção de fios

⏱️ Duração: 16 semanas (8 tratamento + 8 acompanhamento)

📊 Resultados em Números

≈2 micções/dia

Redução na frequência urinária diária (ambos grupos)

≈4 pontos

Melhora no OABSS (ambos grupos)

p=0.9579

Diferença entre grupos no desfecho primário

0

Eventos adversos sérios

📊 Comparação de Resultados

Redução frequência urinária 24h

TEA
2.06
Acupuntura Manual
1.97

Melhora OABSS

TEA
4
Acupuntura Manual
4
💬 O que isso significa para você?

Este estudo testou se acupuntura com fios especiais que ficam na pele funciona melhor que acupuntura normal para bexiga hiperativa em mulheres após menopausa. Ambos os tratamentos reduziram significativamente os sintomas, mas não houve diferença importante entre eles, sugerindo que a acupuntura em geral é eficaz para este problema.

📝

Resumo do Artigo

Resumo narrativo em linguagem acessível

Acupuntura com Implante de Fio versus Acupuntura Manual para Bexiga Hiperativa em Mulheres Pós-Menopáusicas: Ensaio Clínico Randomizado Controlado

A bexiga hiperativa é uma condição muito comum em mulheres após a menopausa, caracterizada por urgência urinária, aumento da frequência e necessidade de urinar durante a noite. Esta condição afeta significativamente a qualidade de vida, com prevalência chegando a 43% em mulheres acima de 40 anos. Embora existam medicamentos eficazes, muitas pacientes descontinuam o tratamento devido aos efeitos colaterais como boca seca, constipação e problemas cognitivos. Este estudo investigou uma alternativa promissora: a acupuntura com inserção de fios (TEA), que poderia oferecer estimulação contínua dos pontos de acupuntura, potencialmente reduzindo a necessidade de sessões frequentes.

O ensaio clínico randomizado duplo-cego envolveu 68 mulheres pós-menopausa com bexiga hiperativa, divididas igualmente entre TEA e acupuntura manual (controle). O tratamento consistiu em sessões semanais por 8 semanas, seguidas de 8 semanas de acompanhamento. Foram utilizados pontos específicos: CV3 (região abdominal inferior) e BL33 e BL35 bilateralmente (região sacral), selecionados por sua relação com a inervação da bexiga. A TEA envolvia inserção de fios absorvíveis de polidioxanona que permaneciam no tecido, enquanto o grupo controle recebia acupuntura manual nos mesmos pontos, mas sem os fios.

O cegamento foi mantido através do uso de máscaras durante o tratamento. Os resultados mostraram que ambos os grupos experimentaram melhorias clinicamente significativas. A frequência urinária diária diminuiu aproximadamente 2 episódios em ambos os grupos, uma redução considerada clinicamente relevante. O escore OABSS melhorou cerca de 4 pontos, superando o limiar de 3 pontos considerado melhoria clínica mínima.

Importante destacar que essas melhorias se mantiveram durante os 2 meses de acompanhamento. Para micção noturna, o grupo TEA manteve redução significativa no seguimento, enquanto o grupo controle não atingiu significância estatística, embora a diferença entre grupos não fosse estatisticamente significativa. Não foram observados eventos adversos sérios em nenhum grupo. Os eventos adversos relatados foram leves e similares entre os grupos, incluindo principalmente sintomas musculoesqueléticos, gastrointestinais e infecções respiratórias menores, a maioria considerada não relacionada ao tratamento.

A principal conclusão é que não houve diferença significativa entre TEA e acupuntura manual, sugerindo que o benefício vem principalmente da acupuntura em si, não necessariamente dos fios. Isso tem implicações práticas importantes, pois a acupuntura manual, sendo mais simples e menos invasiva, pode ser igualmente eficaz. Para a prática clínica, estes resultados são encorajadores, mostrando que a acupuntura representa uma opção segura e eficaz para mulheres pós-menopausa com bexiga hiperativa, especialmente aquelas que não toleram ou preferem evitar medicamentos. O protocolo de 8 sessões semanais mostrou-se adequado para obter benefícios duradouros.

As limitações incluem amostra relativamente pequena, seguimento de apenas 2 meses após tratamento, e ausência de avaliações urodinâmicas. Estudos futuros devem incluir amostras maiores, seguimento mais longo (idealmente 3-6 meses) e talvez intervalos maiores entre sessões para melhor avaliar o benefício específico dos fios absorvíveis.

Pontos Fortes

  • 1Desenho duplo-cego bem controlado
  • 2Seleção apropriada de pontos de acupuntura
  • 3Seguimento de 2 meses pós-tratamento
  • 4Sem eventos adversos sérios
⚠️

Limitações

  • 1Amostra pequena pode limitar poder estatístico
  • 2Seguimento curto para avaliar benefício específico dos fios
  • 3Ausência de avaliações urodinâmicas
  • 4Controle ainda envolveu acupuntura ativa

📅 Contexto Histórico

2018Meta-análise confirma eficácia da acupuntura para bexiga hiperativa
2022Revisão Cochrane suporta acupuntura para bexiga hiperativa
2024Estudo piloto de TEA para bexiga hiperativa
2026Primeiro RCT comparando TEA vs acupuntura manual
Prof. Dr. Hong Jin Pai

Comentário do Especialista

Prof. Dr. Hong Jin Pai

Doutor em Ciências pela USP

Relevância Clínica

A bexiga hiperativa em mulheres pós-menopáusicas representa um desafio terapêutico cotidiano, com prevalência chegando a 43% nessa faixa etária e alta taxa de abandono medicamentoso por efeitos anticolinérgicos — boca seca, constipação, comprometimento cognitivo — que são particularmente mal tolerados por pacientes mais velhas. Este ensaio randomizado duplo-cego oferece ao clínico dados concretos sobre a eficácia da acupuntura nessa população: redução de aproximadamente duas micções diárias e melhora de cerca de quatro pontos no OABSS, superando o limiar mínimo clinicamente relevante de três pontos. O protocolo de oito sessões semanais com pontos CV3, BL33 e BL35 — anatomicamente relacionados à inervação vesical sacral — é replicável em qualquer serviço de acupuntura médica. Para pacientes que recusam ou não toleram anticolinérgicos e betanérgicos, ou que apresentam contraindicações a essas classes, a acupuntura se consolida como alternativa de primeira linha com perfil de segurança excelente.

Achados Notáveis

O achado central deste estudo não é a superioridade de nenhuma técnica, mas sim a equivalência clínica entre a acupuntura com implante de fios PDO absorvíveis e a acupuntura manual convencional — com p=0,9579 no desfecho primário. Isso reposiciona o debate: a hipótese de que a estimulação contínua proporcionada pelos fios traria vantagem adicional não se confirmou, indicando que o efeito terapêutico reside fundamentalmente na acupuntura em si. Um dado que merece atenção é o comportamento da noctúria: no seguimento de oito semanas pós-tratamento, o grupo TEA manteve redução estatisticamente significativa da micção noturna, enquanto o grupo de acupuntura manual não atingiu significância, embora a diferença entre grupos não tenha sido estatisticamente relevante. Outro ponto de destaque é a durabilidade dos resultados durante todo o período de acompanhamento, com zero eventos adversos sérios em ambos os grupos — dado que fortalece a indicação clínica com segurança.

Da Minha Experiência

Na minha prática no Grupo de Acupuntura do Centro de Dor do HC-FMUSP, tenho acompanhado pacientes com bexiga hiperativa há muitos anos, e os resultados deste ensaio são consistentes com o que observamos rotineiramente. Costumo ver as primeiras respostas subjetivas — menor urgência, sono menos fragmentado — entre a terceira e a quinta sessão, e a estabilização clínica ocorre geralmente ao redor da oitava à décima sessão. Para manutenção, trabalhamos habitualmente com sessões mensais após a fase aguda, especialmente em pacientes idosas onde a recidiva é frequente após a menopausa. O perfil de paciente que melhor responde é aquele com sintomas predominantemente de urgência e noctúria sem componente obstrutivo relevante. Associo frequentemente trabalho de fortalecimento de assoalho pélvico orientado pelo fisioterapeuta e, quando cabível, terapia hormonal local. A dispensa dos fios PDO, confirmada pelos dados deste estudo, simplifica a logística clínica — a acupuntura manual nos mesmos pontos sacrais e abdominais entrega resultado equivalente com menor complexidade técnica e menor custo ao paciente.

Médico especialista em Acupuntura. Professor Colaborador do Instituto de Ortopedia do HC-FMUSP. Coordenador do Grupo de Acupuntura do Centro de Dor do HC-FMUSP.

Artigo Original Completo

Leia o Estudo Científico na Íntegra

International Journal of Women's Health · 2026

DOI: 10.2147/IJWH.S582171

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CITADO EM · 03 PÁGINAS

Páginas de patologia e artigos clínicos que citam está evidência como base das suas recomendações.

Revisão Científica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523 · 65524 · 655241

Doutor em Ciências pela USP e Especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.

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Aviso Médico: Este conteúdo é exclusivamente educacional e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento profissional. Parte das informações pode ter o auxílio de Inteligência Artificial e está sujeita a imprecisões. Consulte sempre um médico.

Conteúdo revisado pela equipe médica do CEIMEC — Centro de Estudo Integrado de Medicina Chinesa, referência em Acupuntura Médica há mais de 30 anos.